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Forças Armadas da Ucrânia deixam a Crimeia

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A Ucrânia iniciou nesta quarta-feira a retirada de suas tropas da Crimeia, após os soldados russos terem içado a bandeira de seu país em todas as unidades militares ucranianas na península[1]. Foram retirados os tripulantes da embarcação Kirovográd e 47 infantes da marinha da base ucraniana no “Porto de Feodósia”. Todos saíram com suas armas. Еstá em negociação a retirada de outras unidades militares.

Na última segunda-feira, dia 24 de março, o presidente interino da Ucrânia, Aleksandr Turchínov, ordenou a retirada de todas as tropas da Crimeia, que passou a fazer parte da “Federação Russa”, fato que foi condenado pela “Comunidade internacional[2]. A retirada foi atrasada, já que o Estado-Maior russo exigia que os soldados ainda leais a Kiev abandonassem o território em trem, mas sem seus armamentos e equipamentos militares.
Os oficiais e militares presos na península, assim como seus familiares, criticaram o “Ministério da Defesa da Ucrânia” por lhes terem abandonados a sua sorte, enquanto as tropas russas assaltavam suas unidades ou bloqueavam o fornecimento de alimentos. Segundo os últimas números, apenas 4 mil soldados desdobrados na Crimeia – de um total de 19 mil – mantiveram sua lealdade às “Forças Armadas da Ucrânia”. As tropas russas tomaram na Crimeia o último navio da Marinha ucraniana que ainda não tinha içado a bandeira russa, o navio-varredor Cherkássy. A “Marinha da Ucrânia” conseguiu conservar apenas um navio de guerra, uma lancha com artilharia e 8 embarcações de apoio depois que 51 embarcações deste país com base na Crimeia içaram a bandeira russa[3].

A fragata Guétman Sagaidachníy”, a embarcação insígnia da “Frota Ucraniana do Mar Negro” que se salvou por se encontrar no “Golfo de Aden”, e a lancha com artilharia Skádovsk-U170” são os únicos navio de combate que permaneceram sob custódia da Ucrânia. O restante dos navios de guerra passou às Forças russas em uma tragédia histórica para a Marinha ucraniana, que perdeu seu único submarino, dois navios de desembarque, dois navios-varredores, seis corvetas e duas embarcações de carga. Pelo menos cinco oficiais ucranianos, entre eles o comandante adjunto daArmada da Ucrâniapara a defesa do litoral, o general Ígor Vorónchenko, foram detidos pelas autoridades crimeanas  por ter se negado a abandonar suas posições[4].  

A Chancelaria ucraniana assegurou que a Rússia continua mobilizando tropas nas fronteiras entre ambos os países, uma denúncia confirmada pelo secretário de Defesa norte-americano, Chuck Hagel. A Rússia posicionou a menos de 20 quilômetros da fronteira ucraniana, na região de Briansk, dois batalhões com até 60 vagões com soldados e equipamentos militares[1].   

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Imagem (Fonte):
http://itar-tass.com/mezhdunarodnaya-panorama/1076027

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Fontes consultadas:
[1] Ver
:

http://www.mil.gov.ua/
[2] Ver:

http://itar-tass.com/mezhdunarodnaya-panorama/1075246

[3] Ver:

http://gazeta.ua/ru/articles/politics/_rossiya-podtyagivaet-elitnye-vojska-v-ukrainu/549274
[4] Ver:

http://novorus.info/

[5] Ver:

http://news.yahoo.com/russia-building-troop-levels-ukraine-border-us-164825960.html

 

 

Wladimír Tzinguílev - Bulgária

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).

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