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Forças ucranianas matam três atacantes pró-russos e Operação Antiterror no leste da Ucrânia acaba sendo um fracasso do governo interino

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Três milicianos pró-russos foram mortos e 13 ficaram feridos num ataque contra uma unidade da “Guarda Nacional Ucraniana” na cidade Mariúpol, no “Sudeste da Ucrânia”. Este é o ataque mais mortífero desde o início das ações separatistas nas regiões russófonas da Ucrânia.

Mariúpol, um porto com 450 mil habitantes, é a segunda cidade da região de Donetsk e o centro dos recentes motins de grupos pró-russos que tomaram edifícios governamentais e quartéis da polícia numa dezena de cidades do leste da Ucrânia. Há dez dias que manifestantes ocupam a sede da administração local de Donetsk, onde hastearam a bandeira russa e declararam a “República de Donetsk[1].
Separatistas simpatizantes da Rússia tomaram edifícios em pelo menos 10 cidades no leste da Ucrânia, o que, para o Governo ucraniano, são ataques orquestrados por agentes russos. A administração municipal de Mariúpol já está sob o controle de separatistas. A Rússia diz que os ataques são protestos espontâneos das pessoas que falam russo no leste da Ucrânia e estão descontentes com o novo Governo, que é mais popular na parte ocidental do país que fala principalmente ucraniano.
O presidente interino da Ucrânia, Olexander Turchynov, anunciou na terça-feira passada, dia 15, o início de uma “operação antiterrorista” contra separatistas pró-russos no “Leste ucraniano”. A operação começou no norte da região de Donetsk. Horas depois, tiros foram ouvidos em uma base aérea sob o controle de militantes. Veículos blindados ucranianos foram vistos se concentrando na segunda-feira enquanto militantes separatistas se preparavam para um ataque. Turchynov afirmou que o objetivo da operação em Donetsk é “proteger os cidadãos ucranianos, parar o terror, parar o crime, parar as tentativas de fragmentar o país[2].

O Governo Interino Ucraniano”, que tem a missão de organizar eleições em 25 de maio, não consegue controlar a situação na região leste do país, de 46 milhões de habitantes, onde convivem ucranianos e russos. As autoridades temem a repetição do que ocorreu na Crimeia, uma península de maioria russa que foi tomada primeiro por unidades pró-Moscou e em seguida anexada à Rússia, após um Referendo considerado ilegal pelos países ocidentais.

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Imagem (Fonte):

http://rt.com/news/mariupol-base-shooting-ukraine-008/

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-europe-27059321 

[2] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-europe-27035196

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Ver também:

http://www.nytimes.com/2014/04/17/world/europe/ukraine-crisis.html?ref=world&_r=0 

Ver também:

http://elpais.com/tag/c/7f4f3755485a74f1117ee4e06772f4f0 

Ver também:

http://www.dnes.bg/world/2014/04/14/turchinov-podpisa-ukaz-za-specoperaciia-v-iztochna-ukraina.222432  

 

Wladimír Tzinguílev - Bulgária

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).

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