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Frágil cessar-fogo entre o Hamas e Israel

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Localização da Faixa de GazaOntem, dia 21 de novembro, iniciou o “Acordo de Cessar-Fogo” entre o Hamas e Israel. De acordo com o divulgado, apesar das assinaturas feitas, continuaram os bombardeios em alguns alvos na “Faixa de Gaza” por parte dos israelenses, bem como lançamentos de mísseis sobre o território de Israel apenas três horas após o anúncio da trégua, a qual, pelo jornal israelense “Yedioth Ahronoth”*, terá a duração de 72 horas enquanto se costura uma negociação para estabelecer a paz de longo prazo.

 

Os principais pontos divulgados na mídia são:

– Israel deve cessar todas as hostilidades contra a Faixa de Gaza por terra, mar e ar, incluindo incursões terrestres e assassinatos seletivos.

– Todas as facções palestinas na Faixa de Gaza devem cessar as hostilidades contra Israel, incluindo ataques com foguetes e ações além da fronteira.

– Israel deve abrir as passagens e facilitar o movimento de pessoas e o envio de mercadorias para a Faixa de Gaza. Segundo o texto, os procedimentos deveriam começar a ser discutidos 24 horas após o início do cessar-fogo.

– O Egito deve receber garantias dos dois lados de seu comprometimento.

– Caso um dos lados não cumpra com a sua parte, o Egito deve ser informado”**.

Analistas acreditam que o cessar-fogo é frágil, pois há grandes divergências entre as partes, mesmo que tenham como mediador para estabelecer pontes um país forte em termos de relacionamento com ambos, no caso, o Egito. Apontam que duas questões são essenciais para que haja uma pacificação e, no entanto, não existem acordos reais sobre elas.

A primeira diz respeito ao fim do “Bloqueio na Fronteira”. De acordo com observadores, o Documento assinado estabelece a “abertura dos postos de fronteira, facilitação da movimentação de pessoas e transferência de produtos”**. Isso levou os palestinos a comemorarem o que interpretaram como sendo o “fim do bloqueio a Gaza”**, mas a liberação foi descartada por Israel, pois a livre circulação poderia levar à entrada de militantes, terroristas, armamentos e bombas para o seu território.

Corpos de supostos ajudantes de Israel são arrastados pelas ruas de Gaza | Foto: EFEConforme destacam autoridades israelenses, para que Bloqueio seja descartado, seria necessário garantias sólidas de que os grupos palestinos armados em Gaza, dentre eles o Hamas, renunciariam ao confronto contra o Estado de Israel, pois não ocorrendo tal renúncia e não sendo dadas garantias suficientes, poderiam os israelenses estar criando um “Cavalo de Tróia” para si, já que permitiriam aos grupos palestinos armados a possibilidade estratégica de levarem o conflito para dentro do território de Israel.

A segunda questão relaciona-se diretamente com a incerteza de que Hamas terá controle sobre os demais grupos para conseguir que eles cessem o lançamento de foguetes para o território israelense. Situação de difícil concretização, de acordo com os especialistas, uma vez que a condição de conflito está inserida numa estrutura geradora de negócios para vários grupos, além de uma cultura de violência que tem sido estimulada e disseminada na região.  

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[1] ImagemLocalização da Faixa de Gaza” (FonteWikipédia):

http://pt.wikipedia.org/wiki/Faixa_de_Gaza

[2] ImagemCorpos de supostos ajudantes de Israel são arrastados pelas ruas de Gaza | Foto: EFE” (FonteCitado pelo jornalO Dia”):

http://odia.ig.com.br/portal/mundo/cessar-fogo-em-gaza-começará-à-meia-noite-segundo-hamas-1.517128

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Fontes Consultadas:

* Ver:

http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/apesar-de-tregua-acordo-entre-hamas-e-israel-continua-distante

** Ver:

http://br.noticias.yahoo.com/pontos-acordo-israel-hamas-190249175.html

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Ver também:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/11/israel-e-hamas-chegam-acordo-para-tregua-na-faixa-de-gaza-diz-egito.html

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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