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Furacão Sandy pode favorecer Obama

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De acordo com o disseminado na mídia, a passagem do “Furação Sandy” pelo nordeste dos EUA poderá favorecer o atual governante dos EUA, Barack Obama, em sua campanha para a reeleição presidencial, a ocorrer no próximo dia 6 de novembro, terça-feira.

Os institutos de pesquisa vem apontando empate técnico na disputa, com pequena vantagem para  o Presidente, mas dentro da margem de erro, embora alguns observadores já apostem que Obama já disponha de maioria expressiva no “Colégio Eleitoral”*.

Deve-se ressaltar que, pelo sistema eleitoral estadunidense, a maioria da preferência do eleitorado precisa se confirmar nas escolhas dos delegados que votarão neste “Colégio Eleitoral”, pois as diferenças de votos do eleitor podem ser contrabalançadas pelo sistema de contrapesos entre os Estados que representa esse processo de eleição, de forma que o empate técnico pode não representar equilíbrio no número de delegados.

 

Para tanto, basta que haja vitórias nos Estados de maior representatividade, mesmo que com poucas diferenças nestes lugares e com perda em vários outros Estados que, apesar de indicar uma maioria para um candidato em termos nacionais, não significou sua vitória graças ao pequeno número de representantes que estes Estados fornecem.

A questão do Furacão levou os assessores de Obama a tomar como ponto estratégico que ele deveria se voltar para seu papel de chefe do país, deixando a campanha para o vice-presidente Joe Biden e para um importante secretário informal, que vem sendo chamado de o “secretário para explicar as coisas”**, o ex-presidente Bill Clinton**.

A ideia é não permitir que se repita o que ocorreu com o ex-presidente George W. Bush durante a passagem do Furacão Katrina, em 2005, quando retardou a tomada de  decisão e ficou marcado pela letargia gerando a queda de sua popularidade***.

Nessa perspectiva, o atual Presidente retomou o comando, colocou os Estados que estão na rota da catástrofe em estado de emergência e convocou reuniões com os Governadores envolvidos para que sejam tomadas as medidas adequadas, evitando que o fenômeno adquira o contexto de tragédia excessivamente pesada ao país e a sua campanha.

O candidato opositor, Mitt Romney, cancelou alguns de seus comícios, solicitou que os Governadores republicanos adotem as medidas adequadas e manteve reuniões e em lugares onde a tempestade não passará. No entanto, de acordo com vários observadores e especialistas, apesar de tentar reagir de alguma forma, Romney ficará fora de foco e em qualquer situação estará na condição reativa, à espera dos erros de Obama e na constrangedora situação de não poder deixar transparecer para o eleitor qualquer imagem de oportunismo diante da desgraça.

Ele está numa posição desconfortável, já que o centro das atenções está em Obama e nas medidas que serão adotadas, as quais, certamente serão avaliadas em função da reação do Presidente, de sua presença na região e das mediadas que está usando e ainda usará para auxiliar na diminuição dos efeitos, independente das tendências eleitorais nos lugares afetados, uma vez que há espaço significativo de eleitores indecisos que poderão definir sua presença e decisão no dia 6 de novembro em função do comportamento do Presidente neste momento.

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Fontes:

* Ver:

http://www2.dgabc.com.br/News/5990877/obama-tem-mais-chance-de-vencer-no-colegio-eleitoral.aspx

** Ver:

http://noticias.r7.com/internacional/biden-e-clinton-assumem-campanha-por-obama-devido-a-tempestade-30102012

*** Ver:

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5inpdZUmhJNwKWRO8MyiJHhr-D60g?docId=CNG.8a02d61eb82cceae4d918d406cfc427e.41

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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