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Fuzileiros navais dos EUA lançam plano de carreira para oficiais no ciberespaço

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Seguindo o esforço para modernização das Forças Armadas norte-americanas, tanto em termos de equipamento quanto de capacitação do pessoal, o comandante do corpo dos fuzileiros navais dos EUA, general Robert Neller, tornou pública a profissionalização de oficias no ciberespaço.  Através do twitter, ele declarou: “Dedos no gatilho viram dedos no twitter?’ Não exatamente, mas este é o próximo passo na profissionalização da nossa força cibernética, que será fundamental para o nosso sucesso, agora e no futuro”. O objetivo maior é manter o foco no controle da guerra em múltiplos domínios, tal qual está previsto pela Estratégia de Segurança Nacional dos EUA.

Tweet do General Robert Neller

O Corpo de Fuzileiros Navais norte-americanos anunciou o plano de carreira para oficiais no domínio cibernético no dia 1º de março, em acordo com a diretriz da general Lori Reynolds, comandante do Comando Cibernético das Forças do Corpo de Fuzileiros Navais, de integrar “ciberespaço, guerra eletrônica, operações de informação, comando e controle e funções de inteligência” para dar apoio e controle operacional para comandantes.

Conforme o comunicado, o plano de carreira do campo do ciberespaço “fornece ao Corpo de Fuzileiros Navais uma força de trabalho profissionalizada e altamente qualificada que pode empregar efetivamente defesas, capacidades e efeitos do ciberespaço em toda a Força-Tarefa do Ar Marinho e suportar requisitos conjuntos”.

Emblema do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA

O programa ocupacional do ciberespaço irá empregar em torno de 1.100 fuzileiros navais supervisionando e direcionando tanto capacidades ofensivas quanto defensivas. Além de oferecer uma continuidade de treinamento no domínio cibernético, também têm o objetivo de incrementar a capacidade dos fuzileiros navais, centralizando profissionais altamente habilitados e evitando que os mesmos sejam absorvidos pelo setor privado. Segundo a general Reynolds, “precisamos construir um MOS (acrônimo utilizado pelos EUA para designar uma área profissional específica)  do ciberespaço para que possamos mantê-los nas equipes, manter a experiência que estamos ganhando e continuar melhorando”.

Ao profissionalizar oficiais do espaço cibernético, os EUA garantem um tratamento inovador na relação das Forças Armadas com tal domínio. Em paralelo ao Cyber Command, ramificação militar norte-americano no ciberespaço, o plano de carreira para oficiais neste campo permite a concentração de know-how e mão-de-obra qualificada no setor bélico, atuando diretamente e/ou como suporte para operações nos domínios tradicionais de terra, ar e mar. Em essência, representa um passo adiante na construção da supremacia dos EUA no domínio cibernético, tido como fundamental no pilar da  “preservação da paz através da força na Estratégia de Segurança Nacional de 2017.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1General Lori Reynolds” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Loretta_Reynolds

Imagem 2Tweet do General Robert Neller” (Fonte):

https://twitter.com/GenRobertNeller/status/969265566941962240

Imagem 3Emblema do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Emblem_of_the_United_States_Marine_Corps.svg

                                                                                      

Breno Pauli Medeiros - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Formado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolve pesquisa sobre o Ciberespaço, monitoramento, espionagem cibernética e suas implicações para as relações internacionais. Concluiu a graduação em 2015, com a monografia “A Lógica Reticular da Internet, sua Governança e os Desafios à Soberania dos Estados Nacionais”. Ex bolsista de iniciação científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), período no qual trabalhou no Museu Nacional. Possui trabalhos acadêmicos publicados na área de Geo-História e Geopolítica.

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