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As Nações Unidas” (ONU) anunciaram nesta semana que uma Conferência pela paz na Síria será realizada em Genebra, em janeiro de 2014. A decisão foi tomada meses após o primeiro intuito de se realizar este evento, já que as partes envolvidas no conflito estão em desacordo a respeito da pauta a ser adotada e sobre quem deverá estar presente. Após muita discussão e com o esforço internacional, a data para a Conferência – já conhecida como “Genebra II” – foi estabelecida[1].

Na última quarta-feira, o Governo sírio confirmou publicamente que estará presente. Segundo relatório oficial, a delegação estará sob direção do presidente Bashar al-Assad. A principal demanda da oposição, no entanto, foi estritamente negada por parte do Governo. Os grupos que lutam no confronto para o término da presidência de Assad exigem que o atual presidente não tenha qualquer participação em um projeto político de transição democrática.

O “Ministro das Relações Exteriores”, Walid Muallem, foi quem realizou o pronunciamento à agência de notícias SANA, afirmando que expectativas para a renúncia de Assad não passam de ilusões. Segundo Muallem, a delegação que representará o governo tem como objetivo atingir os interesses do povo, primeiramente eliminando o terrorismo. Por terrorismo, o Ministro provavelmente se referia aos grupos de oposição[2].

Após a confirmação por parte do governo, o líder do principal grupo de oposição, Ahmad Jarba, confirmou que estará presente em Genebra II e afirmou que enxerga as conversações a serem realizadas como um passo para a transição da liderança. A “Coalizão Nacional Síria” já havia estabelecido condições para sua presença na Conferência. Dentre elas, o grupo exige a instalação de corredores humanitários e a soltura de prisioneiros políticos.

Na última quarta-feira à noite, Jarba reafirmou sua participação, reiterando que a Coalizão Nacional Síriarejeita qualquer papel político por parte de Bashar al-Assad na transição que deve ser adotada[3].

Os esforços internacionais têm sido grandes pela realização da Reunião em Genebra. Irã e Turquia, que se encontram em lados opostos em relação ao conflito na Síria, se juntaram em pedidos de que um cessar fogo seja adotado no país antes das conversações de paz serem realizadas em janeiro. O “Secretário Geral da ONU”, Ban Ki-moon, declarou que “Genebra II objetivará o estabelecimento de um Governo de transição com plenos poderes executivos[4].

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Imagem (Fonte):

http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-24628442

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.cnn.com/2013/11/25/world/meast/syria-civil-war/

[2] Ver:

http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2013/11/assad-regime-says-no-surrender-power-20131127104615147136.html

[3] Ver:

http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-25133823

[4] Ver:

http://www.reuters.com/article/2013/11/27/us-syria-crisis-turkey-iran-idUSBRE9AQ0ND20131127

Carla Albala Habif - Colaboradora Voluntária

Mestranda em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Bacharel em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e especializada em Relações Internacionais Contemporâneas (PUC-Rio). Com foco em política no Oriente Médio, participou da “The Israeli Presidential Conference – Facing Tomorrow” - sob os auspícios de Shimon Peres - nos anos de 2011 e 2012, tendo realizado outros cursos na área em Israel.

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