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[:pt]Gênero e remuneração do trabalho na China: salário industrial médio do país supera o do Brasil[:]

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O salário médio pago pela indústria na China supera a remuneração equivalente desse setor no Brasil e começa a se aproximar dos salários industriais dos países menos desenvolvidos da Europa, como Grécia e Portugal. Na América Latina, apenas a indústria chilena tem uma remuneração média superior a da China.

O salário médio por hora na indústria chinesa avançou de cerca de US$ 1.20 para US$ 3.60 entre 2005 e 2016. No mesmo período, o salário do setor industrial no Brasil caiu de US$ 2.90 para US$ 2.70. Estes valores foram convertidos para o dólar e ajustados pela inflação, sendo apresentados sem a realização do cálculo de Paridade do Poder de Compra (PPP) que estabelece a equivalência entre os custos de vida de cada país. A título de comparação, o salário médio pago pela indústria nos Estados Unidos é de US$ 26.00 por hora.

O aumento dos salários condiz com os preceitos estabelecidos pela China no 13º Plano Econômico Quinquenal (vigente para o período de 2016-2020), que reforça a luta contra a pobreza, a necessidade de aumento da renda per capita (que se encontra no patamar de US$ 7.800, o que caracteriza a China como um país de renda média), o estímulo à urbanização e construção de infraestrutura em áreas rurais, além da elevação do poder aquisitivo da população. Pretende-se realizar uma mudança para um modelo de crescimento que tenha maior participação do consumo doméstico como um de seus componentes vitais.

Ressalta-se que a igualdade de gênero no mercado de trabalho no país ainda é um campo em evolução. As mulheres recebem em média salários 35% menores do que os homens para realizar as mesmas funções, nas áreas urbanas da China. Nas zonas rurais este fator é ainda mais acentuado, visto que as mulheres chegam a receber 44% menos do que os homens para realizar as mesmas funções. Além disto, apenas 17% do total de cargos de liderança do país são ocupados por mulheres, seja em cargos políticos, na gestão de empresas ou no poder legislativo.

A força de trabalho na China tem registrado elevados ganhos de produtividade e as tendências apontam para a continuidade do aumento dos salários médios, fato que poderá prejudicar as exportações de bens manufaturados da China no médio e longo prazo. Estima-se que os salários no país terão uma alta de 7% apenas no ano de 2017, subtraída a inflação de 2,3%, o que produzirá um ganho real de 4,7% para os trabalhadores.

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Imagem 1 Trabalhadoras do setor industrial na China” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/08/Seagate_Wuxi_China_Factory_Tour.jpg

Imagem 2 Imagem de uma Indústria em Pequim” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/20/Industry_beijing_night.jpg

Imagem 3 Etiqueta Made in China” (Fonte):

https://c1.staticflickr.com/9/8315/8068020467_53ac878f30_b.jpg

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Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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