LOADING

Type to search

Governo angolano anuncia programa de reparo de sua malha rodoviária

Share

Historicamente deteriorada, devido aos conflitos da guerra civil, a malha rodoviária de Angola será alvo de investimentos governamentais, como anunciou o Governo angolano na semana passada. O Fundo Rodoviário terá como objetivo principal gerenciar e reformar importantes estradas, totalizando, aproximadamente, 12 mil quilômetros sob administração do Fundo.

As estradas boas e razoáveis estão sob responsabilidade do Fundo Rodoviário de Angola. Quando as estradas alcançam determinado grau de degradação, como as que foram classificadas como mal e péssimas, saem do programa de conservação e manutenção e passam para a reconstrução, sob responsabilidades do Instituto de Estradas de Angola”, afirmou Guido Waldemar da Silva, presidente do Conselho de Administração do Fundo Rodoviário.

A infraestrutura precária é, atualmente, um grande entrave ao desenvolvimento econômico e social não só de Angola, mas do mundo emergente. Uma das principais consequências de uma infraestrutura precária é o alto custo logístico, que acaba sendo repassado ao preço final dos produtos. O encarecimento dos mesmos aparece como significativo entrave ao aumento da participação dos países emergentes no comércio internacional, forçando-os a concentrarem-se meramente na exploração de recursos naturais e exportação de produtos primários.

No caso angolano, a infraestrutura precária, não somente em termos de transporte, mas também em serviços públicos como eletricidade, água e saneamento básico, se fez visível ao longo deste ano (2016) com a pior epidemia de febre amarela dos últimos 30 anos no país. O acúmulo de água e esgoto a céu aberto colaboraram para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, representando, hoje, uma importante questão de saúde pública.

Não à toa, Angola foi alvo nos últimos anos de tentativas de auxílio financeiro e programas de expansão da infraestrutura local por parte de organizações bilaterais e multilaterais. Em maio de 2014, quatro meses após o país haver selado um acordo com o Banco Africano de Desenvolvimento para o apoio ao desenvolvimento do setor elétrico nacional, o Banco Mundial ofereceu um programa de aproximadamente 1 bilhão de dólares para expansão da malha rodoviária do país e da infraestrutura agrícola.

A reforma de setores como eletricidade, rodovia e saneamento básico aparecem como reformas básicas, claramente necessárias para sustentar o crescimento econômico do país nos próximos anos. Questões relacionadas à infraestrutura deixam claro que o desenvolvimento econômico e social de uma nação vai além de expressivas taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), mas passa, primeiramente, pela reforma da ordem social vigente.

———————————————————————————————–                    

Imagem (FonteWikimedia Commons):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Temporary_bridge_at_the_road_between_Ukuma_and_Huambo,_Angola.jpg

Pedro Frizo - Colaborador Voluntário

Economista pela ESALQ-USP, é atualmente mestrando em Sociologia pelo Programa de Pós- Graduação do IFCH-UFRGS. Foi pesquisador do Programa de Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (IDESAM). Atualmente desenvolve pesquisas na área de Sociologia Econômica, Economia Política e Sociologia do Desenvolvimento. Escreve no CEIRI Newspaper sobre economia e política africana, como foco em Angola, Etiópia e Moçambique

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá!