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[:pt]Governo de Barack Obama fará o possível para implementar o Acordo de Paris, antes da posse de Trump[:]

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O 45ª Presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que assumirá o cargo em 20 de janeiro de 2017, chamou a atenção do sociedade internacional por suas propostas e declarações polêmicas, feitas durante o período de campanha que se iniciou em 2015. Muitas delas foram taxadas por analistas internacionais de “absurdas”, como adotar o afogamento como método de interrogatório na luta contra o grupo autodenominado Estado Islâmico. Todavia, é a possibilidade de Trump desvincular os EUA do Acordo de Paris, que mais vem preocupando o governo de Barack Obama atualmente.

Para além das muitas propostas, a convicção de Donald Trump de que os assuntos que envolvem o aquecimento global são uma farsa, mostraram a possibilidade de o Presidente eleito retirar os EUA do pacto. Diante dessa situação, Chefes de Estado de mais de 180 nações abriram na última terça-feira, 15 de novembro, em Marrakesh, Marrocos, a 22ª Conferência da Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas.

Antes da abertura da Conferência, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, tentou tranquilizar os Chefes de Estado ao dizer que está otimista e acredita que Trump entenderá a urgência do problema. Em seguida, o presidente francês François Hollande declarou que os EUA, que é o segundo maior emissor de gases de efeito estufa do planeta, “têm que respeitar os compromissos que assumiram. Não apenas porque é seu dever, mas porque é de seu próprio interesse. Todos serão afetados pela mudança do clima”.

Nesta conferência, denominada de COP-22, os EUA estavam representados pelo Secretário de Estado norte-americano John Kerry. Dois dias antes de sua chegada a Marrakesh, Kerry estava na Nova Zelândia onde se recusou a especular como reagirá o novo Presidente norte-americano em relação ao Acordo de Paris, contudo ele mencionou que o governo de Barack Obama fará tudo o que puder para implementar um acordo global em combate as mudanças climáticas, antes do próximo dia 20 de janeiro.

Na corrida para implementação do Acordo, Donald Trump também mostrou agilidade em retirar os EUA do pacto, denominado por ele de “inseguro”. Quatro dias após a confirmação de sua vitória, algumas medidas para cumprir esta, que foi uma das promessas de sua campanha, já foram tomadas, a começar por desativar a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla inglesa), colocando um dos céticos do clima mais conhecidos do país, Myron Ebell, para liderar a equipe de transição da entidade, que tem por função administrar quase todas as leis climáticas e ambientais dos EUA.

Diante deste cenário ambiental, qualquer decisão que o Presidente eleito venha a tomar, certamente terão resultados a nível global. Sendo assim, se Trump continuar com a ideia de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, que entrou em vigor no dia 4 de novembro, ele fará dos EUA o único país a tomar esta decisão.

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ImagemO Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Fabius Bangs, desceu o mastro depois que representantes de 196 países aprovaram um amplo acordo ambiental na COP21 em Paris” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:French_Foreign_Minister_Fabius_Bangs_Down_the_Gavel_After_Representatives_of_196_Countries_Approved_a_Sweeping_Environmental_Agreement_at_COP21_in_Paris_(23408651520).jpg

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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