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“Governo de Coalizão” é anunciado na Noruega

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Erna Solberg, líder doPartido Conservador” (Høgre) e futura Primeira-Ministra da Noruega[1], anunciou o término das negociações para se formar um governo de coalizão, que deverá assumir o posto a partir do próximo dia 14. O Partido Progressista” (Framstegspartiet), liderado pela futuraMinistra das Finanças”, Siv Jensen, irá se juntar, formalmente, aos conservadores.

Durante o andamento das negociações, a ambição de Solberg em realizar um governo composto pela coligação de quatro partidos centristas, com a adesão do Partido Liberal” (Venstre) e do Partido Democrata-Cristão” (Kristeleg Folkeparti), não fora concretizada. Para ela, “embora tenhamos tido conversas construtivas e chegado perto de um acordo em diversas áreas, os democrata-cristãos e os liberais ainda não estão prontos para fazer parte do governo[2].

Contudo, um arranjo envolvendo estes quatro partidos foi divulgado. Sendo assim, algumas demandas levantadas pelos liberais e democrata-cristãos serão incorporadas nos planos do governo. Em troca, estes partidos irão apoiar o Governo, no Parlamento, em outras questões. Solberg concordou em reforçar as políticas de asilo, concedendo anistia para os filhos de exilados que tiveram seus pedidos de asilo indeferidos, e desistiu de dar continuidade aos planos de prospecção de petróleo em áreas promissoras no Ártico, porém de forte impacto ambiental.

A adesão do Partido Progressista suscitou um incômodo por parte de grupos da sociedade norueguesa, uma vez que sempre fora caracterizado pelas suas políticas radicais, adotando discursos contrários aos imigrantes e, principalmente, ao avanço do islamismo na Noruega. Com isso, o partido fora considerado, durante muitos anos, muito radical para governar[3]. Recentemente, no entanto, o partido deixou de lado muito de sua retórica radical, aproximando-se cada vez mais dos partidos de centro, mas suas propostas fiscais e seu constante alerta sobre o processo de “islamização” do país, continuam a preocupar parte da sociedade.

Para o professor de ciência política da “Universidade de Bergen”, Frank Aarebrot[2], a ausência dos liberais e dos democrata-cristãos no governo poderá causar uma instabilidade política no país, uma vez que a coalizão anunciada será de minoria parlamentar. Contudo, governos de minoria não são incomuns na Noruega, tendo governado o país em algumas ocasiões sem acarretar, necessariamente, em uma instabilidade[4].

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Imagem (Fonte):

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4d/Norwegian_flag_in_wind.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.jornal.ceiri.com.br/partido-trabalhista-perde-eleicoes-na-noruega/

[2] Ver:

http://www.thelocal.no/20130930/norways-new-pm-fails-to-get-for-four-party-coalition

[3] Ver:

http://www.reuters.com/article/2013/09/30/us-norway-government-minority-idUSBRE98T0XV20130930

[4] Ver:

http://www.dw.de/opinion-realpolitik-behind-norways-shift-right/a-17133518?

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Ver também:

http://www.ft.com/cms/s/0/aff738da-2a13-11e3-9bc6-00144feab7de.html#axzz2gxD88kKh

Ver também:

http://www.norwaypost.no/index.php/news/latest-news/29026-new-two-party-coalition-government-for-norway

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Thiago Babo - Colaborador Voluntário

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.

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