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[:pt]Governo de Donald Trump não descarta ataque militar preventivo contra a Coreia do Norte[:]

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A política de paciência estratégica acabou”, afirmou o Secretário de Estado Norte-  Americano, Rex Tillerson, em relação as provocações da Coreia do Norte. O pronunciamento ocorreu na penúltima sexta-feira, 17 de março, e foi uma resposta aos lançamentos de quatro foguetes que ocorreram no início do ano até o princípio deste mês. Um dos lançamentos coincidiu com o início do treinamento militar que vem ocorrendo entre Estados Unidos (EUA) e Coreia do Sul, algo que Kim Jong-un vê como um verdadeiro pretexto para uma preparação de invasão ao seu país.

A princípio, o Secretário de Estado relatou que não espera que os conflitos entre ambos os países cheguem a ser resolvidos militarmente, no entanto, caso o país norte-coreano eleve seu potencial nuclear para um nível acima do proposto, novas atitudes deverão ser tomadas. Segundo ele, “Estamos estudando novas medidas diplomáticas, de segurança e econômicas” e findou seu discurso dizendo que todas as opções para alcançar este objetivo, serão consideradas.

O pronunciamento de Tillerson foi feito durante sua visita à zona desmilitarizada que separa as duas Coreias. Logo após seu duro posicionamento, um dos assuntos abordados pelo Secretário, que estava na presença do Ministro de Relações Exteriores sul-coreano, Yun Byung-se, foi voltado para a decepção acerca da perda de vinte anos dos esforços diplomáticos, destinados a intervir no programa de desarmamento nuclear de Pyongyang.

A partir disso, Washington não considerou um próximo diálogo até que Kim Jong-un cumpra o propósito de dar fim ao programa nuclear do país. Este posicionamento rígido estadunidense representa uma reviravolta da nova política norte-americana adotada por Donald Trump, o qual, por meio de sua conta no Twitter, acusou a Coreia do Norte de “enganar os EUA há anos”.

Em busca de aliados, Tillerson realizou uma visita à China no penúltimo sábado, dia 18 de março, para concretizar o que já havia sido comentado, que Pequim e Washington trabalharão juntos em prol de combater o programa nucelar da Coreia do Norte. Contudo, o Ministro de Relações Exteriores da China, Wang Yi, apresentou um discurso pacifista em relação a Pyongyang, dizendo que “a única maneira de resolver a crise na Coreia é através do diálogo”.

Contudo, ainda segundo Wang Yi, Pequim e Washington não descartaram a ideia de “encontrar uma forma para reativar as negociações e não abandonar a esperança de alcançar a paz”. Enquanto isso, a Coreia do Norte ainda mantém um posicionamento inflexível, que foi apresentado no mesmo sábado, dia 18, por um jornal de Pyongyang, Rondong Sinmun, o qual disse que “se os Estados Unidos fizerem o menor gesto para lançar um ataque preventivo contra nós, nossa força de ataque nuclear aniquilará o quartel-general dos provocadores e invasores”.

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Imagem 1Tillerson em sua audiência de confirmação em 11 de janeiro de 2017” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Rex_Tillerson#/media/File:Rex_Tillerson_confirmation_hearing.jpg

Imagem 2Secretário de Estado Rex Tillerson aperta a mão com o presidente Xi Jinping na chegada em Pequim, 19 de março de 2017” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/China%E2%80%93United_States_relations#/media/File:President_Xi_Jinping_Greets_Secretary_Tillerson_(33139050550).jpg

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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