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Governo venezuelano avança no controle do comércio

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O presidente venezuelano Nicolás Maduro continua mantendo a sua política de controlar as compras dos consumidores no país. Recentemente, foi instituída a cota para compra de roupas na Venezuela, pela qual a população chega a esperar até um mês e a ser submetida a respeitar as cotas individuais instituídas. Para tanto, senhas são distribuídas para que os consumidores tenham acesso a compra limitada das vestimentas[1].

As lojas estão aceitando a imposição desses limites também devido a escassez dos produtos, além dos problemas cambiais que estão encarecendo as importações, uma vez que o Governo vem tentando evitar a saída de dólares do país. Ressalte-se que o cartão de crédito está sendo controlado, por meio da obrigatoriedade de apenas uma operação comercial para cada 30 dias[1]

Além dessa ações, também está sendo restringido e proibido o comércio por parte ambulantes (camelôs) em várias cidades da Venezuela. Foi instituída a Lei Orgânica de Preços Justos, emitida em 25 de outubro, atuando sobre os ambulantes e definindo que as autoridades devem fazer inspeções, verificação e o que for necessário nos estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços em todo o território para evitar o que considera vendas ilegais[2].

Estão sendo impedidas as vendas de alimentos e insumos básicos, como azeites vegetais, arroz, fubá, farinha de trigo, maionese, ketchup, enlatados, mortadela, queijo, batata, leite, café, açúcar, manteiga, massas, ovos, sal, frangos, ervilhas, feijão, produtos de higiene pessoal e domésticas, sabonetes, creme dental, papel higiênico, fraldas descartáveis, shampoo, detergentes, desinfetantes, navalhas (aparelhos de barba) e pinturas para cabelos[3]. As pessoas estão reclamando, pois estes produtos estão escassos nos supermercados, logo, os ambulantes se tornaram um caminho para vencer o desabastecimento dos produtos mais básicos.

Os vendedores estão se mobilizando, apresentando–se revoltados, pois consideram a atitude uma tentado ao direito de trabalho, já que o desemprego é grande no país e, além de vencerem esse problema, eles se mostram como uma alternativa viável para o consumo da população. Ademais, calcula-se que, aproximadamente,  200.000 pessoas vivem da venda de alimentos nas ruas[3].

Uma pesquisa da empresa Hinterlaces apontou, contudo, que a maioria de 78% dos entrevistados (de uma amostra de 1.200) apoiou a medida do Governo de proibir as vendas[2]. Vários analistas, no entanto, tomam tais resultados com reservas, uma vez que há controle de vários setores e atividades por parte do Governo, de forma que possa estar havendo distorções nos resultados, causadas por problemas metodológicos na aplicação da pesquisa. Observadores acreditam que a medida contra os ambulantes pode levar ao surgimento de uma nova frente de manifestações, impulsionando outras ações da sociedade nas ruas em futuro breve[2].

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Imagem (Fonte):

 Carlos Garcia Rawlins / Reuters

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://noticias.portalvox.com/internacional/2014/11/venezuela-institui-cota-para-compra-de-roupas.html

[2] Ver:

http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&idioma=1&id=3256081&Itemid=1

[3] Ver:

http://noticiastln.com/nicolas-maduro-frena-a-vendedores-ambulantes/

Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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