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Grandes potências chegam a acordo sobre Resolução contra o Irã, que não gera otimismo mundial

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Hoje, sexta-feira, dia 18 de novembro, está em discussão ao longo da reunião entre os representantes dos 35 países-membros do “Conselho de Governadores da AIEA” a Resolução acordada pelos cinco membros do “Conselho de Segurança das Nações Unidas” (CS da ONU) com poder de veto (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) para tentar alcançar uma forma de conter o “Programa Nuclear” iraniano.

 

Segundo divulgado pela imprensa internacional, o documento “expressa uma profunda e crescente preocupação no que diz respeito aos temas não resolvidos do programa nuclear iraniano, incluindo aqueles que precisam ser esclarecidos para excluir a existência de uma possível dimensão militar”*.

Pelo divulgado, o Acordo entre os membros do “CS da ONU” foi conseguido graças à aceitação das exigências de Rússia e China de que não seja apresentado um ultimato ao Irã para que seu Governo permita uma investigação local**. Nele será mostrada a preocupação mundial que há, bem como a indicação de que seja mandada uma missão para esclarecimentos no Irã dos pontos obscuros do seu Projeto, conforme consta no relatório da “Agência Internacional de Energia Atômica” (AIEA).

Conforme afirmam analistas, o procedimento adotado poderá não surtir efeito, pois dará tempo aos iranianos para continuarem com o seu planejamento. Tal pessimismo está sendo expressado de forma plena pelo Governo israelense. Nas palavras do seu ministro da Defesa a uma rádio pública de Israel, Ehud Barak, em declaração feita ontem (dia 17 de novembro), em Otawa (Canadá): “Não estou muito otimista – há dificuldades em mobilizar força de vontade no mundo. Por isso estamos trabalhando para convencer os líderes estrangeiros a imporem sanções fortes e concretas para deter o Irã”***, complementando que o Programa “não é direcionado apenas a Israel, mas contra toda a ordem mundial”***.

O receio que está se generalizando pela comunidade internacional é de que o tempo corra favorável ao Governo do Irã, embora haja opiniões especializadas de que o alarmismo não seja o melhor caminho, já que se necessita de mais elementos para concluir o processo de produção de armamentos nucleares, bem como de mais informações que não constam no “Relatório da AIEA”, necessitando de reflexão, sensatez e diplomacia para evitar que o processo tenda a uma escalada para a extremidade lógica da violência sem retorno****. Contudo, diante do conjunto de crises que o mundo está vivendo, acredita-se que a demora nas ações tenda a favorecer o Regime iraniano, o qual poderá fazer do fator tempo seu principal cientista e general, capaz converter o Projeto ainda em processo num Programa eficazmente militar.

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* Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1008028-grandes-potencias-apresentam-resolucao-sobre-plano-nuclear-iraniano.shtml

** Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,russia-e-china-vetam-ultimato-ao-ira-em-resolucao-da-aiea,799678,0.htm

*** Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,israel-nao-esta-muito-otimista-com-sancoes-ao-ira,799561,0.htm

**** Ver artigo de um dos principais profissionais brasileiros em questões nucleares, Leonan Guimarães, considerado por vários analistas o mais importante especialista do país no tema:

http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2011/11/17/sabedoria-diante-do-ira/

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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