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Grécia evitará calote no caso de seguir as reformas econômicas prometidas aos “Credores”

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A Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, acredita que ainda é possível um acordo com a Grécia se o Governo Grego seguir as “reformas econômicas” prometidas aos Credores. Em discurso na Câmara Baixa, em Berlim, ela não ofereceu concessões. Em vez disso, comparou a experiência na Grécia com países resgatados da Zona do Euro que “aproveitaram a oportunidade[1] para ajustar suas economias.

Lendo o Acordo assinado pelo premiê grego Aléxis Tsípras com os credores da Zona do Euro, em 20 de fevereiro de 2015, a Chanceler alemã afirmou que a Grécia se comprometeu com “uma ampla reforma estrutural[1], grande parte dela ainda por executar.  “A Grécia recebeu solidariedade sem precedentes nos últimos cinco anos[1], disse Merkel. “O princípio básico ainda se aplica: ajuda em troca de reformas[1], acrescentou.

A visão de Merkel tem peso, uma vez que a Alemanha é o principal financiador do resgate de 240 bilhões de euros para a Grécia. As observações da Chanceler foram feitas no mesmo dia em que os Ministros das Finanças da Zona do Euro tiveram reunião em Luxemburgo para tentar resolver o impasse com os gregos, que persiste desde fevereiro. Nesta semana, por ora, o índice da Bolsa de Valores de Atenas perdeu mais de 15%[2].

No próximo dia 30, a Grécia deve pagar ao Fundo Monetário Internacional (FMI) 1,6 bilhão de euros – dinheiro que não tem em caixa. Para fazer o pagamento, o país depende de ajuda financeira. Porém, 7,2 bilhões de euros em ajuda estão bloqueados, sob a condição de que a Grécia realize reformas econômicas. O Governo, no entanto, não concorda com as reformas propostas. As medidas cobradas pela União Europeia (UE) e pelo FMI como reformas à economia grega incluem mudanças, como aumento de impostos e reduções no sistema de aposentadoria[3].

Simultaneamente, milhares de manifestantes se reuniram em frente ao Parlamento Grego na quinta-feira, dia 18 de junho de 2015, para defender que o país se mantenha na Zona Euro[4]. Na quarta-feira, dia 17 de junho, houve um protesto contrário em Atenas, para pedir “o fim dos sacrifícios[4] e apoiar o Governo. O protesto da quinta foi acompanhado por alguns membros do Governo conservador anterior.

Pesquisas de opinião mostram forte apoio entre os gregos para a permanência do país na Zona do Euro, apesar do ressentimento generalizado em relação às políticas de austeridade impostas pelos credores. Com os políticos europeus já discutindo abertamente a polêmica questão da saída da Grécia, a Cúpula de Líderes da Zona do Euro, hoje, segunda-feira, dia 22 de junho,  poderá ser a última chance de alcançar um acordo em tempo, depois que os Ministros das Finanças não conseguiram avançar nas discussões de quinta-feira passada[5].

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Imagem (Fonte):

http://www.forumnews.bg/post/34348/

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.bloomberg.com/news/articles/2015-06-18/merkel-says-greece-deal-still-possible-if-it-meets-reform-pledge

[2] Ver:

http://www.bbc.com/news/business-33195732

[3] Ver:

http://www.telegraph.co.uk/finance/economics/11685004/IMF-chief-Christine-Lagarde-Greece-must-pay-up.html

[4] Ver:

http://news.sky.com/story/1504115/greeks-protest-against-eu-blackmailers

[5] Ver:

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/greece/11682338/Desperation-forces-Greeks-back-out-on-to-the-streets-in-Athens-anti-austerity-protests.html

Wladimír Tzinguílev - Bulgária

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).

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