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Greve geral na Grécia depois da aprovação da nova Lei que permitirá ao governo demitir funcionários públicos

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A Grécia viveu a sua segunda ‘Greve Geral’ do anoNa madrugada de domingo para segunda-feira passados, o “Parlamento da Grécia” aprovou uma Lei que permitirá ao governo demitir funcionários públicos. Essa medida, foi aprovada por 168 votos a favor, e faz parte do pacote de “Providências anti-crise” para salvar a economia do país.

A Lei vai assegurar a manutenção do socorro financeiro por parte dos credores internacionais chamados de Troika (Comissão Européia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional / CEBCEFMI). É a primeira vez em mais de cem anos que a Grécia vai demitir funcionários públicos que, como no Brasil, possuem estabilidade de vínculo empregatício[1].

A redução do número de funcionários públicos era uma das condições daTroikapara desbloquear uma nova parcela de empréstimos de 8,8 bilhões de euros[2], que a Grécia precisa para pagar os salários e pensões. Uma ajuda internacional total de 240 bilhões de euros foi consentida em 2010 ao país para evitar a falência do “Estado”, em troca da adoção de medidas de austeridade. Esse novo plano de ajuste, condição inexorável para receber a próxima parcela do “Resgate financeiro”, contempla, entre outras medidas uma nova redução do salário mínimo, que passará de 580 euros para 490, no caso dos maiores de 25 anos, e para 427 euros, entre os mais novos.

O acordo entre aTroika e o governo dirigido pelo premiê conservador Antónis Samarás foi novamente criticado pelo povo grego por meio de manifestações e protestos nas ruas da capital Atenas. Um protesto de 800 pessoas ocorreu na noite de domingo perante o Parlamento, na praça Sintagma”. No “Dia do Trabalho”, 1o de maio, foi convocada uma nova manifestação pelos dois sindicatos majoritários do país dos setores privado e público, respectivamente, aConfederação Geral do Trabalho” (GSEE) e a Federação dos Funcionários públicos (ADEY).

Ao menos 13.000 pessoas fizeram parte do evento, inclusive membros da Frente Militante dos Trabalhadores (PAME – Πανεργατικό Αγωνιστικό Μέτωπο, Panergatikó Agonistikó Métopo)[3]. Assim, a Grécia viveu a sua segunda “Greve geral” do ano. Foram afetados os setores de administração pública, bancos, transporte marítimo, ferrovias e indústria. Os sindicatos também ficaram irritados pelo fato de o Governo” transferir o feriado do “Dia do Trabalho” para o começo da próxima semana. Em Salônica, a segunda maior cidade da Grécia, assim como em outras localidades, também ocorreram manifestações contra as medidas de austeridade do governo e a favor dos direitos dos trabalhadores.
Ao mesmo tempo, no país vizinho Turquia, no “Dia do Trabalho”, a polícia reprimiu uma multidão de trabalhadores, antes do início da manifestação. Os confrontos começaram quando os manifestantes tentaram derrubar as barricadas, provisoriamente colocadas. A polícia queria impedir os trabalhadores de chegar à “Praça Taksim[4], no centro da capital Istambul. A praça é o ponto preferido pelos manifestantes para os protestos contra o “Governo”.

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ImagemA Grécia viveu a sua segunda ‘Greve Geral’ do ano” (Fonte):

http://www.guiageo-grecia.com/mapa-politico.htm

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Fontes consultadas:

[1] Ver:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ultimas_noticias/2013/04/130428_grecia_demissao_funcionarios_publicos.shtml

[2] Ver:

http://www.tovima.gr/finance/article/?aid=510617

[3] Ver:

http://news247.gr/eidiseis/politiki/kommata/ligo_eleipse_na_erthoyn_sta_xeria_pame_-_xrysh_aygh.2236300.html

[4] Ver:

http://www.sabah.com.tr/Gundem/2013/05/01/iste-1-mayisin-bilancosu

Tags:
Wladimír Tzinguílev - Bulgária

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).

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