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Greve nas refinarias de petróleo nos EUA

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A greve nas refinarias de petróleo dos Estados Unidos da América (EUA) ganhou força no último final de semana, quando trabalhadores da maior instalação de processamento de petróleo do país aderiram ao movimento. Até o dia 22 de fevereiro, domingo retrasado, cerca de 6.650 funcionários de 15 instalações, sendo 12 refinarias, tinham aderido à greve, o que representa aproximadamente 18% da capacidade de produção do país[1]. Essa é a maior greve no setor petrolífero do país, desde 1980.

As negociações iniciaram em 21 de janeiro, com prazo para resolução até o dia 31, entre o sindicato United Steelworkers (USW, sigla em inglês) e a empresa Shell Oil, que também estava negociando em nome de várias corporações petrolíferas que operam no país, como a Exxon Mobil e a Chevron[2]. No entanto, o USW, maior sindicato do setor nos EUA, que representa entorno de 30 mil funcionários[3], acabou rejeitando as ofertas da empresa Shell. As reivindicações são por melhores condições de trabalho, salários e benefícios.

A greve teve início em 1º de fevereiro, quando mais de 3.800 funcionários aderiram a ela nos estados da Califórnia, Kentucky, Texas e Washington[4]. Na sexta-feira, 20 de fevereiro, após a reunião entre o USW e representantes da indústria de petróleo, o sindicato notificou a Motiva Enterprises sobre a paralisação da unidade de Port Arthur, no Texas com capacidade de refino de 600.250 barris por dia[5]. O sindicato também notificou a paralisação de outras unidades da Motiva Enterprises, além da fábrica de produtos químicos da Shell[6]. Assim, de acordo com Leo Gerard, presidente do USW, “a recusa da indústria de abordar seriamente as questões de segurança por meio de uma negociação justa não nos deixou outra escolha senão ampliar a greve[7].

Esse cenário deve-se também à crise que o setor petrolífero vem enfrentando. Especialistas apontam que a queda do preço do petróleo, que tem girado em torno de 50 dólares o barril, é responsável pela vulnerabilidade das empresas petrolíferas, sobretudo as de médio porte, além da forte onda de demissões. Segundo estimativas do Federal Reserve de Dallas, até meados de 2015 o Texas terá perdido cerca de 128 mil funcionários relacionados ao setor petrolífero[8].

Para Bernard Weinstein, economista e diretor associado do Instituto de Energia Maguire, da Universidade Metodista do Sudeste (SMU), “se os preços se mantiverem na faixa de 40 a 50 dólares por barril veremos uma contração do setor energético no Texas e nos Estados Unidos[9]. Por fim, para Lynne Hancock, porta-voz do USW, “o impacto real provocado pelo preço do petróleo é que fica mais difícil negociar as condições de nosso contrato porque as empresas alegam que estão ganhando menos dinheiro. Mas enquanto a exploração diminui, o refino aumenta, e as empresas ganham mais dinheiro desse lado[10].

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Imagem (Fonte):

http://www.presstv.ir/Detail/2015/02/21/398591/Largest-US-refinery-joins-strike-

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN0LP0ML20150221

[2] Ver:

http://www.csmonitor.com/Environment/Energy-Voices/2015/0224/Oil-refinery-strike-spreads-across-US

[3] Ver:

Idem.

[4] Ver:

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/02/04/internacional/1423067664_299877.html

[5] Ver:

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN0LP0ML20150221

[6] Ver:

http://www.huffingtonpost.com/2015/02/21/us-refinery-strike-wide_n_6727736.html

[7] Ver:

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN0LP0ML20150221

[8] Ver:

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/02/04/internacional/1423067664_299877.html

[9] Ver:

Idem.

[10] Ver:

Idem.

Jessika Tessaro - Colaboradora Voluntária Júnior

Pós-graduanda do curso de Especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Graduanda do Curso de Políticas Públicas da UFRGS e bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade América Latina Educacional. No presente, desenvolve estudos sobre a geopolítica e a securitização dos Estreitos internacionais e Oceanos.

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