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Depois de Edward Snowden, ex-funcionário da Agência Central de Inteligência Norte-Americana (CIA), foi a vez da organização Wikileaks contribuir com o vazamento de informações sobre a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), a qual trabalha com o programa de vigilância dos Estados Unidos (EUA). Segundo disseminado na mídia, o Wikileaks, que se apresenta como uma organização sem fins lucrativos, com sede na Suíça, divulgou documentos oficiais da CIA com informações relacionadas a práticas secretas de espionagem cibernética, algumas destas, desenvolvidas em umas das principais cidades da Alemanha: Frankfurt.

O Wikileaks trabalha com publicações na internet por meio de fontes anônimas, portanto, não se sabe ainda de que forma a organização teve acesso aos arquivos. As informações de seus conteúdos foram vazadas na última terça-feira, dia 7 de março, dentre elas há revelações sobre os detalhes de ferramentas utilizadas por hackers, tais como vírus e malwares. Em sua maioria, as ferramentas eram manuseadas a distância, sendo capazes de contornar a criptografia de aplicativos como mensagens de WhatsApp e Telegram.

Segundo as informações, a CIA teria instalado uma base no Consulado Norte-Americano de Frankfurt, servindo como ponto de partida para espionagens nos continentes africano e europeu, além de Oriente Médio e China. Para além disso, os documentos relatam que os especialistas entravam na Alemanha de forma ilegal, com passaportes e identidades falsas, e recebiam informações de como viver no país sem levantar suspeitas. Algumas dessas informações os instruíam a não deixar seus aparelhos eletrônicos vulneráveis nos quartos de hotéis.

Na época em que Snowden tornou público os programas de vigilância global da NSA, em 2013, o consulado de Frankfurt foi alvo de investigações das autoridades alemães, visto que, após a divulgação, foi descoberto que o telefone da Chanceler Federal, Angela Merkel, teria sido um dos alvos da NSA.

Com a publicação do Wikileaks, a CIA e a Policia Federal norte-americana (FBI) preparam-se para “a caça às toupeiras”, referência dada para aquele que divulgou, ou aqueles que divulgaram, os documentos oficiais e confidenciais. Ainda segundo a imprensa, a CIA não havia autenticados os documentos, no entanto, neles constavam os milhares de programas “que permitem assumir o controlo de aparelhos eletrônicos, como smartphones ou televisores ligados em rede, e até viaturas, para espiar os seus utilizadores”. Ressalte-se que tais práticas não são exclusividade dos EUA, mas são usadas por outros países do mundo.

Segundo uma publicação no twitter, Edward Snowden confirmou a veracidade das informações publicadas pela rede Wikileaks, dizendo que estas não equivalem nem a 1% do que se tem em mãos, e ainda acrescentou mais, ao dizer que os documentos “mostram o governo desenvolvendo vulnerabilidades, e depois intencionalmente deixando os buracos abertos”. Sua explicação para tal atitude governamental seria que até esses “buracos de segurança” deixados pela CIA serem fechados, qualquer hacker pode usá-lo “para invadir qualquer iPhone no mundo”.

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Imagem 1A escultura Kryptos no terreno da sede da Agência Central de Inteligência” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Central_Intelligence_Agency

Imagem 2O Logo usado pelo Wikileaks ” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/WikiLeaks#/media/File:Wikileaks_logo.svg

Imagem 3Edward Joseph Snowden” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Snowden#/media/File:Edward_Snowden.jpg

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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