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Hackers norte-americanos temem retaliação da China e da Rússia

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Em novembro passado, o grupo de hackers conhecidos como “Shadow Brokers” vazou diversas informações pessoais e táticas a respeito de métodos utilizados por operadores do grupo de Operações de Acesso Sob Medida (TAO, na sigla em inglês). O TAO é a divisão de hackers da Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA). O vazamento proporcionado pelo Shadow Brokers também permitiu que grupos de hackers ao redor do mundo tivessem acesso a códigos de computador e táticas utilizadas pelo TAO.

Brasão do Departamento de Justiça norte-americano

No final de novembro, o Departamento de Justiça dos EUA acusou três cidadãos da China, que são empregados de uma empresa de segurança cibernética, de invadirem os sistemas e redes de diversas empresas norte-americanas, e, de acordo com fontes do Governo estadunidense, os chineses eram hackers afiliados à unidade militar de hackers da China, ligados diretamente ao Governo chinês. Essa é a última ocorrência numa série de acusações de espionagem cibernética contra cidadãos chineses, russos e iranianos.

O vazamento de informações pessoais de membros da TAO e outros setores de segurança cibernética, em conjunto com a perseguição à hackers estrangeiros em território norte-americano, vêm gerando um certo temor na comunidade de hackers afiliados ao Governo dos Estados Unidos. Conforme este acusa e julga hackers de outras nacionalidades, os hackers estadunidenses temem ser alvos da mesma prática por Governos estrangeiros, em retaliação.

De acordo com Dave Aitel, ex-funcionário da NSA e atual chefe de segurança cibernética de uma empresa privada, é inevitável que os Governos estrangeiros comecem a retaliar as ações que os EUA vêm tomando contra hackers: “É uma chance de 100 por cento que, eventualmente, eles acusem alguém nem que seja para igualar os comportamentos”. Aitel vem criticando a prática de perseguição norte-americana a indivíduos estrangeiros acusados de espionagem cibernética e, de acordo com eles, os Estados Unidos não estão preparados para esse tipo de retaliação. “Nós não temos a resposta para o que acontece quando eles fazem isso – e isso me preocupa”. Jake Willians, um ex-membro da TAO comenta que “não é uma questão de se, é apenas uma questão de quando e de quão ruim”.
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Fontes das Imagens:

Imagem 1Slide mostrando as principais divisões do grupo TAO” (Fonte):

https://electrospaces.blogspot.com.br/p/nsas-tao-division-codewords.html

Imagem 2Brasão do Departamento de Justiça norteamericano” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Department_of_Justice

Breno Pauli Medeiros - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Formado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolve pesquisa sobre o Ciberespaço, monitoramento, espionagem cibernética e suas implicações para as relações internacionais. Concluiu a graduação em 2015, com a monografia “A Lógica Reticular da Internet, sua Governança e os Desafios à Soberania dos Estados Nacionais”. Ex bolsista de iniciação científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), período no qual trabalhou no Museu Nacional. Possui trabalhos acadêmicos publicados na área de Geo-História e Geopolítica.

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