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Hu Jintao: agenda de um dos mais importantes líderes da atualidade

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O final do mês de março presenciará grandes eventos político e diplomáticos que poderão resultar em melhorias para a economia e a segurança internacional. Uma das figuras mais importantes da atualidade estará neles: o presidente chinês Hu Jintao.Neste final de semana passado, a autoridade partiu para Seul, para se encontrar com o presidente sul-coreano Lee Myung-bak durante a “2ª Cúpula sobre Segurança Nuclear”. Além de encontros relacionados ao Evento, Jintao também tem encontros com outras autoridades deste e de diversos países para discutir temas de interesses em comum.

 

Neste evento, o destaque da autoridade chinesa será semelhante aos dos demais representantes, como as autoridades dos Estados Unidos e Japão, mas não se pode ignorar que ele tem um papel mais relevante nas negociações com a Coréia do Norte, além disso, atualmente, os assuntos relacionados à segurança na região estão de alguma forma vinculados ao “Programa Nuclear” norte-coreano e nas cercanias todos os temas de Segurança têm envolvimento direto ou parcial da China, por isso, os desentendimentos entre os chineses e demais vizinhos podem resultar em instabilidade regional e dificuldades nas negociações com Pyongyang.

Com esta importância, sabe-se que Jintao será cortejado, pois divergências com a autoridade chinesa podem prejudicar a imagem de alguns países perante seu futuro sucessor no governo chinês.

Logo após a visita à Coreia do Sul, ele se direcionará a “Nova Déli”, na Índia, onde se encontrara com os outros membros do BRICS (“Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul”) durante a “Quarta Cúpula dos BRICS”, encontro que terá certo peso nas relações internacionais, já que repercutirá na questão da recuperação econômica global, apesar de tal encontro ser menos denso que o sobre a “Segurança Nuclear”, na Coréia do Sul.

Na reunião do BRICS, tentará transmitir qual são as intenções e projeções chinesas para cada membro do Grupo, buscando estabelecer um novo patamar de confiança mútua e tentar, junto com os demais, fazer da sigla BRICS um “escudo” para impedir que divergências bilaterais entre os participantes afetem a todos os demais.

Hoje, o Grupo se torna um dos mais importantes no cenário internacional, mas, para a China, ele será “fundamental” para a manutenção do seu crescimento. O país está preocupado com as reformas internas* a fim de evitar uma “crise” no futuro e a economia tem um papel relevante nisso. Como a economia global está desacelerada, os países do Grupo, que estão com índices de crescimento estáveis, devem receber atenção especial.

No pensamento chinês, a estabilidade das relações entre os membros do BRICS, deixando de lado suas diferenças individuais, pode resultar em “Acordos de Cooperação” para impulsionar o desenvolvimento mútuo, com um “intercâmbio” de investimentos para se desenvolverem e para alavancar o estabelecimento de metas econômicas individuais cooperativas que, como resultado, fortalecerão as respectivas economias no cenário internacional. Se assim se der, isto fará com que estes países contribuam para a recuperação econômica mundial tão logo apresentem seus resultados positivos.

Para a China, o Grupo servirá como um ambiente propício para as negociações. Dentro dele, mesmo que um ou outro ator apresente momentos de “conflito de interesses”, todos poderão apresentar um “plano de ação” em prol do bem coletivo, reduzindo os atritos. Implantando tal filosofia, Jintao conseguirá o que os chineses desejam, alavancar “Projetos de Desenvolvimento Econômico”.

Finalizando a reunião do BRICS, a autoridade chinesa irá se encontrar com autoridades no Camboja. Após 12 anos, desde sua última visita ao país, uma Comitiva Chinesa de Alto Nível” estará neste país do sudeste asiático, contando com Liu Yangqing (“Primeira Dama” chinesa); Ling Jihua (diretor do “Gabinete Geral do Comitê Central do Partido Comunista da China”) e Wang Hining (diretor do “Gabinete de Pesquisa Política do CCPCCH / ‘Conferência Consultiva Política do Povo Chinês’”).

Essa Comitiva terá como objetivo concretizar e assinar “Acordos de Cooperação Econômica e Técnica” e documentos de “Parcerias Econômicas e Comerciais”. Mas, além da importância econômica, suas relações com o Camboja são relevantes para a manutenção e/ou elevação do status e expansão da influência chinesa na região, pois em alguns países vizinhos ao Camboja, Washington (os EUA) tem representação mais forte que Beijing.

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Fontes:

* VerJornal do CEIRI”:

http://jornal.ceiri.com.br/2012/03/23/china-a-questao-da-necessidade-de-uma-reforma-politica/

Ver CRI”:

http://portuguese.cri.cn/561/2012/03/25/1s148256.htm

VerCRI”:

http://portuguese.cri.cn/561/2012/03/25/1s148251.htm

VerTerra”:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5682772-EI8143,00-Seul+se+blinda+para+garantir+a+seguranca+na+Cupula+Nuclear.html

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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