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Imagem moderada de Cristina Kirchner objetiva mostrar ideologia de centro

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Segundo analistas, com a eleição presidencial considerada como garantida em 23 de outubro próximo, a presidente da argentina, Cristina Fernandez Kirchner, tem buscado apresentar ao povo uma postura moderada, propensa ao diálogo, visando se mostrar como negociadora, bem como uma líder com ideologia à esquerda, mas com ações equilibradas entre a ação firme do Estado e  a abertura à iniciativa privada.

 

Tal comportamento também está sendo associado ao comportamento de uma viúva sóbria (vide análise de especialista em moda e imagem*), como forma de usar estrategicamente a emoção coletiva em torno da morte de seu marido Nestor Kirchner, que completará no dia 27 de outubro, um ano do falecimento.

Acreditam os analistas que ela mudará a imagem a partir do resultado eleitoral, pois seus discursos não são voltados para o estímulo da iniciativa privada e sim para maior intervenção estatal, tal qual declarou em discurso, afirmando que  “Construímos um modelo de desenvolvimento que, diante das turbulências internacionais, nos permite seguir a passo firme e sustentado. Os países poderosos estão em crise devido aos monetaristas, que desde 1980 foram os grandes defensores das metas de inflação e geraram a maior bolha financeira da história. (…)”**.

A perspectiva adotada é de que deverá haver maior investimento público para gerar empregos (em seus planos há projeção de que o desemprego cairá para a taxa de 5%, já que espera criar 1,5 milhão de novos postos de trabalho), estabelecer créditos, investir, bem como atrair investimentos e, principalmente, desenvolver o mercado interno. Este último aspecto, no entanto, é visto como saudável e correto por muitos especialistas, pois evita as falhas e fragilidades de modelos econômicos presos à exportação.

Conforme aponta, é importante “o papel do Estado oferecendo crédito, investindo, ampliando o mercado interno. Não há ninguém na Argentina nem no mundo que, com sinceridade, pense que o Estado pode estar ausente numa política de crescimento. Quando decidiram deixar ao mercado a distribuição de recursos, foi para beneficiar objetivos que não eram dos argentinos”**.

Os observadores afirmam que o vitória da campanha eleitoral está garantida, porém vinculam o sucesso da política econômica a vários fatores externos, além do fato de o crescimento exponencial tem vindo a reboque de uma situação anterior em que as taxas eram inexpressivas e as perdas foram gigantescas, levando a que se esperasse que os crescimentos seqüenciais apresentassem taxas elevadas.

Na perspectiva de alguns observadores, a Presidente terá de reduzir o papel do Estado, senão ela levará o país para situação semelhante as dos países que não regularam os gastos públicos e não permitiram a dinamização de uma iniciativa privada para acompanhar o desenvolvimento de um mercado interna estruturalmente saudável. Por isso, quebraram o  as suas respectivas sociedades.

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Fonte:

* Ver:

http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/luto-e-sobriedade-favorecem-cristina-kirchner-em-campanha

** Ver:

http://www.horadopovo.com.br/2011/outubro/2999-07-10-2011/P6/pag6d.htm

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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