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[:pt]Impeachment da presidente Park Geun-hye na Coreia do Sul[:]

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A Coreia do Sul passa por um período turbulento. O país vive um escândalo de corrupção envolvendo a atual Presidente, Park Geun-hye. O caso não vem nos melhores momentos da história do país, que, além de se preocupar com problemas internos, tem de se concentrar nas questões de segurança, nos problemas das relações internacionais incertas, gerados com a transição de poder nos Estados Unidos, bem como se preocupar com seus vizinhos norte-coreanos, além da China.

Nesta semana, será realizada uma votação para iniciar o Processo de Impeachment (Impedimento) da Presidente do país, sendo que, dos 300 parlamentares, serão necessários 200 votos para ser dado início a ele. A presidente Park é acusada de ser aliada a figuras importantes do país, ligadas a casos extremos de corrupção, desvios de verba, entre outros, além de estar incluído um incidente envolvendo a embarcação Ferry Sewol.

O caso do Ferry Sewol foi um naufrágio que ocorreu em 2014, resultando em mais de 300 vítimas, em sua maioria estudantes locais. Na época, a culpa do incidente foi basicamente atrelada à tripulação e às falhas de fiscalização, antes de a embarcação zarpar. Opositores da Mandatária incluíram o caso no Processo, dando a entender que as prioridades políticas de Park não atendiam à segurança do povo, algo pelo qual se pode entender que o seu Governo, no geral, não estava fiscalizando corretamente os órgãos competentes que fazem a manutenção da segurança e preservam os direitos civis, focando sua política nos assuntos como a Defesa Nacional, especialmente o perigo de Pyongyang, e questões similares.

Parlamentares e outros funcionários do Governo já cogitaram demissões em massa. Caso ela não receba o Impeachment e permaneça como Presidente, a Coreia do Sul ficará com dificuldades na condução do Governo, pois o número de opositores vem aumentando.

O momento não poderia ser pior, pois as incertezas do futuro governo de Donald Trump nos Estados Unidos, o principal aliado sul-coreano, deixa a Coreia do Sul em alerta e vulnerável. A manutenção dos militares estadunidenses no continente asiático é muito custosa para Washington, algo que deverá ser reavaliado, além de ocorrer a provável saída dos estadunidenses do Tratado Transpacífico (TPP), forçando Seul a gastar mais energias no planejamento de novas estratégias para assegurarem a estabilidade econômica e preservá-la de ataques do lado norte-coreano.  

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ImagemPark Geunhye” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Park_Geun-hye#/media/File:Park_Geun-hye_(8724400493)_(cropped).jpg

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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