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Incertezas pairam na criação de novo governo no Iraque

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Segunda-feira, dia 3 de setembro, foi realizada a primeira sessão no Parlamento iraquiano após as eleições nacionais em maio (2018). O objetivo da reunião era definir o orador do Parlamento. No entanto, uma disputa e indecisão sobre qual bloco de partidos havia obtido o maior número de assentos adiou o encontro para o dia 15 de setembro.

Após as eleições, as coalizões que obtiveram um maior número de votos, consequentemente, alcançaram um maior número assentos no Parlamento, porém, nenhuma destas logrou alcançar 165 cadeiras para chegar a uma maioria. Dessa forma, as coalizões passaram a aglomerar-se com o intuito de construir alianças a fim de obtê-la.

Dentre as coalizões vencedoras do pleito estão o Movimento Sadrista, liderado pelo clérigo xiita Moqtada al-Sadr, que criou um novo partido chamado Istiqama (Integridade); seguida pela coalizão Fatah (Conquista), a qual é comandada por Hadi al-Amiri, líder da Organização Badr; e em terceiro lugar a aliança Nasr al-Iraq (Vitória do Iraque), encabeçada pelo atual Primeiro-Ministro iraquiano, Haider al-Abadi.

Encontro entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o Primeiro-Ministro, Haider al-Abadi em 2017

Um dia anterior a reunião, o Movimento Sadrista formou parceria com a coalizão Nasr al-Iraq, o que permitiu obter um total de 180 assentos. Poucas horas depois, contudo, a coalizão liderada pelo predecessor de al-Abadi, Nour al-Maliki, e a Fatah, de Hadi al-Amiri, anunciaram que haviam conseguido 145 cadeiras e afirmaram que alguns parlamentares da aliança Abadi-Sadr tinham desertado do grupo. Esta declaração gerou revoltas e desconcertos no Parlamento e, desta forma, como estavam presentes apenas 85 dos 329 parlamentares e o tema em discussão eram os respectivos números de cada coalizão, a reunião foi cancelada e adiada para outra data.

A luta pelo poder reflete a divisão entre os xiitas, os quais representam a maioria no Iraque, e a influência dos seus dois principais aliados, os Estados Unidos e o Irã, que, apesar de serem inimigos no palco regional, apoiaram o governo de Bagdá na guerra contra o Estado Islâmico de 2014-2017.

Amiri e Maliki são os dois aliados mais proeminentes do Irã no Iraque, enquanto Abadi é visto como o candidato preferido dos Estados Unidos. Sadr liderou uma milícia xiita antiamericana durante a ocupação do Iraque em 2003-2011 e a guerra civil sectária. Ele agora faz campanha contra a corrupção e se apresenta como um nacionalista que rejeita a influência tanto americana quanto iraniana.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira da República do Iraque” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Iraq#/media/File:Flag_of_Iraq.svg

Imagem 2Encontro entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o PrimeiroMinistro, Haider alAbadi em 2017” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Iraq#/media/File:Haider_al-Abadi_and_Donald_Trump_in_the_Oval_Office,_March_2017.jpg

Tamara Sopelsa - Colaboradora Voluntária

Bacharela em Relações Internacionais pela Universidade do Vale do Taquari (UNIVATES). Dentre as área de interesse estão Segurança Internacional, Geopolítica e estudos sobre o Oriente Médio. Escreve no CEIRI Newspaper sobre o Oriente Médio, particularmente sobre Irã e Iraque.

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