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Índia e EUA aliam-se para que Acordo de Paris entre em vigor a partir deste ano

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Ao fim do ano passado (2015), dos dias 30 de novembro a 11 de dezembro, foi realizada em Paris a Convenção sobre as Mudanças Climáticas e as possíveis formas de combatê-las em nível mundial. Ao fim desta, 175 países signatários comprometeram-se a fazer parte do Acordo de Paris, como ficou conhecido, que estabelece diretrizes para conter a emissão de gases de efeito estufa. Entre os que assinaram o Acordo, encontram-se a Índia e os Estados Unidos (EUA).

Ainda na Convenção, foi acertado que as decisões tomadas seriam postas em prática a partir deste ano (2016), contudo, até o momento, o Acordo de Paris continua somente no “papel”. Por esta razão, na última terça-feira (7 de junho), EUA e Índia decidiram unir forças, primeiro para agilizar o compromisso maior do Acordo, reduzindo o uso de gases hidrofluorocarbonetos (HFC); segundo, anunciando que trabalharão para possíveis progressos na cooperação nuclear, além dos já alcançados.

Em uma viagem por cinco países, o Primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi, desembarcou em Washington e foi recebido pelo presidente norte-americano Barack Obama, no Salão Oval da Casa Branca. Juntos conversaram sobre como fazer com que o Documento possa “entrar em vigor o mais breve possível”. Para que o mesmo seja agilizado, é necessário que 55 países completem o processo de ratificação, pois, juntos, eles somam 55% das emissões poluentes globais. Importante frisar que os três maiores poluentes do mundo, por ordem de classificação, são: EUA, China e Índia.

Durante uma cerimônia das Nações Unidas no mês de abril (2016), a China e os EUA comprometeram-se em completar esses processos ainda neste ano. Antes da cúpula do G20, Pequim especificou um período para fazê-lo, previsto para setembro. Caso o terceiro maior poluente global, a Índia, também ratifique seu compromisso, poderá ser abreviada a execução do Pacto Climático, cujo objetivo é manter o aumento da temperatura média mundial abaixo de dois graus centígrados em relação aos níveis pré-industriais.

Contudo, após a reunião dos EUA e Índia, ambos anunciaram um Acordo paralelo ao de Paris, com relação ao uso dos HFC, que normalmente são utilizados em frigoríficos e sistemas de ar condicionado. Por mais que este gás não afete a camada de ozônio, seu teor prejudicial encontra-se no impacto ainda maior sobre o efeito estufa, contendo um potencial de aquecimento global que chega a ser até 12.000 vezes superior ao do Dióxido de Carbono, além de poder ficar na atmosfera por até 400 anos.

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Imagem (Fonte):

http://portalrhema.com.br/index.php/news/ShowNews/10703?catid=3&pagetitle=EUA%20e%20%CDndia%20unem%20esfor%E7os%20para%20que%20Acordo%20de%20Paris%20entre%20em%20vigor%20este%20ano

Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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