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[:pt]Índia prevê acordo de compartilhamento de bases militares com os EUA[:]

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Estados Unidos (EUA) e Índia demonstram ter um relacionamento promissor, e isso se deve, também, aos seus vínculos linguísticos, uma vez que a Índia foi colônia britânica, e aos descendentes existentes nos territórios dos dois países. O primeiro possui 3 milhões de sua população com descendentes de indianos e o segundo tem 125 milhões de seus cidadãos fluentes na língua inglesa. Além disso, a política dos dois busca seguir os parâmetros do Estado contemporâneo, embora com configurações e níveis institucionais diferentes, pois ambos apregoam o princípio do estado democrático de direito e a livre iniciativa. Somado a isto, há também preocupações comuns: tanto EUA quanto a Índia lutam contra o extremismo islâmico e trabalham em busca de enfrentarem e se adaptarem à ascensão da China.

Contudo, o relacionamento é conturbado devido a posicionamentos específicos de ambos os Estados, algo que pode ser visto em novos acordos. O mais recente deles foi anunciado dia 23 de agosto, terça-feira passada. O Acordo visa o compartilhamento das bases militares indianas com o país norte-americano, no propósito de prestar serviços de assistência humanitária e logística. Ao que tudo indica, o projeto do memorando de entendimento para intercâmbio de logística, conhecido pela sigla inglesa LEMOA, já está pronto e poderá ser efetivado durante a presença nos EUA do Ministro da Defesa indiano, Manohar Parrikar, hoje, segunda-feira, dia 29 de agosto.

A discussão para elaboração do Acordo foi iniciada em abril deste ano (2016), durante uma visita à Índia do Secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, nos dias 10 a 12, para tratar de assuntos de apoio mútuo e logístico entre os dois Exércitos.

Após longas discussões, o Acordo foi criado com a condição, proposta pela Índia, de não haver instalação de tropas norte-americanas em seu território, sob qualquer pretexto. Durante a elaboração do LEMOA, a Índia passou por grandes questionamentos de seus analistas políticos, um deles, chamado de Nilanjan Mukhopadhya, alegou grandes implicações em “dar acesso a pessoas que pedem mais acesso do que a Índia recebe deles”, colocando-a em “vulnerabilidade”.

Contudo, o Governo indiano contornou as preocupações, ao alegar que não faria qualquer acordo com os EUA que o tornassem aliados militares dos mesmos. Além disso, o LEMOA é um Acordo bem diferente dos que os EUA estão acostumados a fazer com seus aliados. Este, em especial, propõe aos dois países que peçam autorização com antecedência para usar as determinadas infraestruturas e os objetivos iniciais delas serão exclusivos para treinamentos e exercícios à assistência humanitária.

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Imagem (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Secretary_of_Defense_Ash_Carter_and_Indian_Defence_Minister_Manohar_Parrikar_conduct_a_joint_press_conference_in_the_Pentagon_Briefing_Room.jpg

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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