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Insegurança Alimentar na África Oriental: baixa produtividade e aumento populacional

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Para a Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO), a África Oriental apresenta um déficit significativo, ao não produzir comida suficiente para abastecer sua população. Por exemplo, Uganda e Quênia estão entre os 24 países, listados pela FAO, com áreas – terras áridas e semiáridas – enfrentando graves carências de alimentos.

Ao mesmo tempo, a região apresenta uma alta taxa de fertilidade, como no caso de Uganda, que tem uma taxa de 6,2 filhos por mulher. Atualmente, os países da Comunidade da África Oriental (CAO) – Burundi, Quênia, Ruanda, Tanzânia e Uganda – agregam 143,5 milhões de habitantes. A projeção é de que, em dez anos, a região abrigará 40,8 milhões de pessoas a mais, o que significa que os cinco países precisarão produzir mais comida ainda.

O principal problema enfrentado pela região consiste na degradação do solo. De acordo com estudos desenvolvidos pelo Montpellier Panel, enquanto que a produção média de cereais como arroz e trigo chegam a uma tonelada por hectare na África Subsaariana, na Índia ela alcança 2,5 toneladas e na China ela ultrapassa as 3 toneladas por hectare.

A Aliança para a Revolução Verde na África (Agra, sigla em inglês de Alliance for a Green Revolution in Africa) evidencia que os solos da África Oriental têm perdido muitos nutrientes, o que interfere na produtividade. Para os pesquisadores, os agricultores da região não têm elementos, nem orgânicos, nem minerais, para reabastecer as carências da terra.

Esta carência também é demonstrada pelo desuso de fertilizantes. Em todo o continente africano, a média é de usar apenas 10 kg por hectare, valor 21 vezes menor que aquele utilizado na Alemanha (211kg) e quase 18 vezes menor que na Índia (179kg).

Para agricultores quenianos, o Governo não tem feito muito para facilitar o uso, em termos de custo e disponibilidade de fertilizantes. O Quênia precisaria produzir 52 milhões de sacas de milho para ser autossuficiente, ou seja, 14 milhões a mais do que a atual produção.

Outro problema é a falta de áreas irrigadas no continente. Atualmente, menos de 10% das terras aráveis de cada país da CAO são irrigadas. Para o Instituto de Pesquisa de Política Alimentar Internacional (IFPRI, sigla em inglês de International Food Policy Research Institute), a irrigação no continente africano aumentaria a produtividade da agricultura em pelo menos 50%.

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Imagem (Fonte):

http://thepoliticalstudent.com/wp-content/uploads/2014/12/MDG-Parched-soil-in-the-014.jpg

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Fonte Consultada:

Ver All Africa”:

http://allafrica.com/stories/201509111625.html

João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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