LOADING

Type to search

A insegurança dos sistemas eleitorais ao redor do globo

Share

O suposto envolvimento de hackers russos na eleição presidencial norte-americana de 2016, amplamente divulgado pela mídia e publicado no CEIRI NEWSPAPER, levou à uma insegurança global a respeito dos sistemas eleitorais em diferentes países, tanto nos seus governos centrais, quando nas subdivisões administrativas, ou seja, nos estados, municípios e similares pelo mundo.

Logo da DARPA

Nos Estados Unidos, subunidades como Novo México e Virgínia usarão cédulas de papel nas próximas eleições. Elas serão escaneadas e contadas por computadores e armazenadas por dois anos. Segundo a Secretária de Estado do Novo México, Maggie Toulouse Oliver, essa prática dificulta a alteração dos resultados de uma eleição. O Estado de Rhode Island, por sua vez, aprovou uma Lei obrigando que os registros eletrônicos sejam comparados e confirmados com as cédulas de papel.

De fato, a preocupação com ataques cibernéticos nas eleições norte-americanas é tamanha que o Departamento de Defesa dos EUA destinou 36 milhões de dólares ao programa Alavancando o Domínio Analógico para Segurança (LADS, na sigla em inglês). O programa LADS é coordenado pela DARPA (Agência de Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos Avançados de Defesa, tradução da sigla em português) e objetiva tornar mais seguros até mesmo os sistemas analógicos, usando do “aprimoramento da defesa cibernética, através da análise de emissões analógicas involuntárias,… [como] emissões eletromagnéticas, emanações acústicas, flutuações de energia e variações de produção térmica”.

Especialistas em segurança, no entanto, comentam que a contagem eletrônica de cédulas de papel também pode apresentar vulnerabilidades. Conforme comenta Joseph Lorenzo Hall, tecnólogo do Centro de Democracia e Tecnologia de Washington, “apenas porque você está preenchendo uma cédula, não seja iludido com a noção de que a tecnologia não permeia todas as outras partes do processo”. De fato, o próprio computador, realizando o escaneamento e contagem dos votos, pode ser alvo de ataques cibernéticos.

Diante desse cenário, países como Noruega e Holanda vão mais além e optam por contagem manual das cédulas de papel. Como declarou o Ministro do Interior holandês, Ronald Plasterk: “devemos contar com o bom e velho papel”.

O tema da insegurança de urnas eletrônicas ao redor do mundo também já foi tratado no CEIRI NEWSPAPER e até mesmo as urnas brasileiras têm sido consideradas inseguras. Diante desse cenário, sistemas analógicos vêm retomando a popularidade em processos eleitorais pelo mundo.

———————————————————————————————–                     

Fontes das Imagens:

Imagem 1Cédula de papel das eleições norteamericanas de 2008” (Fonte):

https://www.flickr.com/photos/calliope/3002203281

Imagem 2Logo da DARPA” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:DARPA_Logo.jpg

Breno Pauli Medeiros - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Formado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolve pesquisa sobre o Ciberespaço, monitoramento, espionagem cibernética e suas implicações para as relações internacionais. Concluiu a graduação em 2015, com a monografia “A Lógica Reticular da Internet, sua Governança e os Desafios à Soberania dos Estados Nacionais”. Ex bolsista de iniciação científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), período no qual trabalhou no Museu Nacional. Possui trabalhos acadêmicos publicados na área de Geo-História e Geopolítica.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá!