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Invasão da rede de computadores do Partido Democrata norte-americano

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No dia 14 de junho, o Washington Post reportou que a rede de computadores do Comitê Nacional Democrata norte-americano (DNC) havia sido invadida e monitorada por hackers russos, por cerca de um ano. Os invasores monitoraram chats e e-mails do Partido Democrata e tiveram acesso à pesquisa dos democratas sobre o adversário Donald Trump, do Comitê Republicano Nacional (GOP), o Partido Republicano norte-americano.

O DNC tomou conhecimento da invasão em abril, quando CrowdStrike, uma empresa de ciber-segurança foi contratada e instalou softwares nos computadores do Partido Democrata para rastrear a origem das invasões e identificaram dois grupos supostamente ligados ao Governo russo. Mais tarde os invasores foram expulsos do sistema.

O primeiro grupo obteve acesso há cerca de um ano e monitorou as conversas de chat e e-mail do Partido Democrata e, segundo informações da Reuters, o grupo tem ligações com o Serviço de Segurança Federal Russo, o qual já foi comandado pelo atual presidente russo Vladmir Putin.

O segundo grupo, supostamente ligado aos militares, “foram diretamente para a pesquisa da oposição, especificamente sobre Donald Trump, e conseguiram extrair uma parte”, segundo Dmitri Alperovitch, co-fundador e CTO da CrowdStrike.

O Governo russo negou qualquer envolvimento e Dmitry Peskov, Porta-Voz do Kremlin, declarou: “Eu descarto por completo a possibilidade de que os membros ou o governo russo foram envolvidos neste ataque”.

O Diretor de Inteligência Nacional Norte-Americano, James Clapper, afirmou que esperava os ataques, tendo em vista o grande número de ataques que aconteceram na campanha presidencial de Barack Obama, em 2008 e 2012, na época, realizada principalmente por hackers chineses.

Sem dúvida, o risco de ataques cibernéticos acompanha a crescente presença de candidatos online, seja através de debates e propagandas transmitidos pela Internet, ou o diálogo com eleitores em redes sociais, assim como a evolução do sistema eleitoral, que, no caso dos EUA, passou a aceitar a votação online, a partir de 2012.

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Imagem (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Donald_Trump_(14235998650)_(cropped).jpg

Breno Pauli Medeiros - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Formado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolve pesquisa sobre o Ciberespaço, monitoramento, espionagem cibernética e suas implicações para as relações internacionais. Concluiu a graduação em 2015, com a monografia “A Lógica Reticular da Internet, sua Governança e os Desafios à Soberania dos Estados Nacionais”. Ex bolsista de iniciação científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), período no qual trabalhou no Museu Nacional. Possui trabalhos acadêmicos publicados na área de Geo-História e Geopolítica.

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