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Irã confrontará potências ocidentais com manobras no “Estreito de Ormuz”

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Após as novas Sanções que vem recebendo das potências ocidentais, bem como das ameaças de ataque as suas usinas nucleares, o Governo iraniano resolveu expor com clareza para o mundo sua “Concepção de Defesa”, pela qual deseja tornar qualquer invasão numa guerra regional intensa e num desequilíbrio geral do atual sistema internacional, por meio de um abalo da economia global.

 

A ideia é fechar o “Estreito de Ormuz” para impedir a saída do petróleo e afetar todas as economias mundiais, num efeito dominó, já que é um dos pontos estratégicos mais importantes do mundo, por onde passa um terço de todo o petróleo que circula pela economia global. A declaração mais clara e mais forte a esse respeito veio do deputado membro da “Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento”, Parviz Soruri, que afirmou: “Faremos manobras para fechar o Estreito de Ormuz em pouco tempo. Se o mundo quer tornar esta região insegura, nós tornaremos o mundo inseguro”*.

A declaração foi confirmada na mídia por outros iranianos, demonstrado que, diante da possibilidade de serem atacados, ou verem explodir manifestações e rebeliões em seu território devido às contínuas Sanções internacionais, só lhes restará apostar com a ameaça do “abraço do afogado”, expressão pouco erudita, mas adequada para apontar a condição daquele oponente que, não tendo mais saídas, buscará colocar todos na mesma situação de perdas profundas e essenciais, constituindo-se numa forma de impedir a iniciativa de antagonista mais forte e conseguir ganhar tempo para equilibrar sua situação em relação aos demais players.

O presidente do país, Mahmoud Ahmadnejad, certo de que esta é a condição que resultará de qualquer ataque contra o seu país, está agora minimizando a possibilidade de os ocidentais arriscarem qualquer ação, principalmente os EUA, além do caso especial de Israel. Afirmou: “Apesar do desejo de atacar o Irã, nunca terão a oportunidade de fazê-lo: conhecem muito bem tanto as condições da região como do Irã, e não acredito que exista ninguém que tenha a coragem de ordenar um ataque militar”**.

Por esta razão, o Governo iraniano está recusando acatar as novas solicitações contra o seu “Programa Nuclear”, afirmando que continuará o Projeto como está, já que nega o seu fim bélico, pois declara que todos os relatórios feitos até o momento foram políticos e não apresentaram comprovações da intenção militar***.

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Fontes:

* Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5516293-EI308,00-Ira+fara+manobras+para+mostrar+dominio+do+Estreito+de+Ormuz.html

** Ver:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/12/ahmadinejad-descarta-ataque-americano-ao-ira.html 
*** Ver:
http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=331701&modulo=965 
Tags:
Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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