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Apesar dos constantes avisos da “comunidade internacional”, o governo iraniano mantém seu “Programa Nuclear”, tendo anunciado o funcionamento de novas centrífugas no dia 19 de julho, algo que provocou reação imediata das potências ocidentais, em especial da França, que alertou o país para o fato de ele não estar seguindo as solicitações feitas até o momento para que suspendesse suas atividades nucleares.

 

O porta-voz do “Ministério Exterior” do Irã afirmou que  “ao instalar novas centrífugas, estamos progredindo, com mais velocidade e qualidade”*. Pelo fato de haver técnicos da “Agência Internacional de Energia Atômica” (AIEA) supervisionando as novas centrífugas está argumentando que isto é uma prova de que realizam “atividades nucleares pacíficas”*.

Os europeus e norte-americanos, no entanto, mantêm a convicção de que a finalidade é militar, tanto que o governo da Grã-Bretanha acusou o Irã de testar mísseis capazes de portar ogivas nucleares, desrespeitando a determinação da “Nações Unidas”.

Apesar da negativa do governo Ahmadnejad de que os mísseis tenham capacidade de portar artefatos atômicos, o acontecimento ocorreu em junho, quando foram feitos exercícios militares por dez dia no país e abertamente foram realizados testes com 14 mísseis com raio de alcance de 2 mil quilômetros.

Insistindo em dar continuidade ao Programa, Teerã acertou para o fim de agosto próximo a inauguração da “Usina Nuclear de Bushehr”. Ela está sob a supervisão russa, pois faz 10 anos que os russos assumiram o término de sua construção, quando foi abandonada após 20 anos do início, na década de 70, com apoio técnico da Alemanha. Segundo divulgado, os últimos testes para colocar “Bushehr” em funcionamento ocorreram em maio deste ano (2011), depois de ter a conclusão da construção anunciada no fim do ano passado**.

Os russos, responsáveis pelo Projeto, também estão sendo interrogados pelos iranianos sobre a retomada do processo de mediação da negociação das atividades nucleares de seus país com as potência ocidentais, desejando detalhamentos obre a retomada do plano de negociação a ser conduzido pelo representantes russo, Serguei Lavrov, intitulado “passo a passo”, afirmando ainda os iranianos que são válidos “os esforços de Moscou para abrir portas, mas o Irã precisa ser informado da proposta em detalhe e oficialmente”***.

Ou seja, o governo do Irã teme que os russos, apesar de apoiarem a continuidade das atividades de Teerã, o façam seguindo os parâmetros ocidentais. Este temor iraniano também tem levado analistas a concluírem que suas intenções tendem a ser militares, tal qual afirmam as grandes potências.

Em decorrência desta incerteza o novo “Comandante Militar dos EUA”, general Martin Dempsey, futuro chefe de “Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos”,  advertiu o Irã  para que interrompa suas atividade nucleares e pare de atuar contra o Iraque, num contencioso atual em que estão ocorrendo combates nas fronteiras entre estes dois países, visando o governo Ahmadnejad enfrentar reivindicações das populações separatistas curdas.

Dempsey declarou que o Irã é uma “força desestabilizadora regional” e estão agindo de forma errada, concluindo que a “probabilidade de que o Irã cometa um erro de cálculo sobre a determinação dos Estados Unidos é alta”****. Ou seja, ele está claramente alertando que, se necessário, os EUA irão a guerra.

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* Fonte:

http://noticias.uol.com.br/bbc/2011/07/19/ira-melhora-tecnologia-para-enriquecimento-de-uranio.jhtm

**Fonte:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5261570-EI308,00-Ira+preve+inaugurar+sua+usina+nuclear+no+final+de+agosto.html

*** Fonte:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5259449-EI308,00-Ira+pede+informacao+oficial+do+plano+russo+para+negociacao+nuclear.html

**** Fonte:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5262868-EI308,00-Futuro+principal+comandante+militar+dos+EUA+adverte+Ira.html

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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