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Iraquianos e curdos intensificam os combates

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Com o resultado do Referendo do dia 25 de setembro, foi definida a secessão do Curdistão iraquiano. Este evento tomou forma em um cenário de tensão regional, principalmente devido aos esforços militares que ocorrem no país para retomar cidades que estavam sob o controle do grupo Estado Islâmico (ISIL). Dois dias após o resultado positivo do Referendo, o Primeiro-Ministro iraquiano, Haider al-Abadi, rejeitou o resultado da consulta popular e qualquer possível negociação dela proveniente.

Mapa da Região

Durante os primeiros dias do mês de outubro, os Presidentes do Irã, Hassan Rouhani, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, expressaram grande preocupação com os resultados e pediram medidas mais “decisivas”. Além disso, os curdos sofreram grande pressão internacional para que evitassem a realização do Referendo, devido ao momento conturbado pelo qual a região está passando, tanto que países como os EUA se colocaram favoráveis à manutenção da unidade do Iraque.

No dia 16 de outubro, segunda-feira passada, as forças iraquianas lançaram uma grande ofensiva em diversas frentes de batalha que buscam retomar a cidade de Kirkuk. Em fala oficial, al-Abadi se pronunciou favorável à ação, garantindo a defesa da unidade nacional. Afirmou ainda que a proteção dos cidadãos da cidade multiétnica está em primeiro plano para os militares iraquianos. O Exército tem o suporte de milícias xiitas do país como também da Polícia Federal e de unidades contraterrorismo.

O Conselho de Segurança da Região Curda (KRSC) declarou que os Peshmerga, nome pelo qual são conhecidos os combatentes curdos, continuarão lutando para defender o Curdistão, seu povo e seus interesses. A instrução fornecida pelo Governo da Região do Curdistão (KRG) foi para que seus militares não tomassem nenhuma iniciativa, porém, se o embate for iniciado por grupos opositores eles estarão liberados para usar a força.

A situação na cidade de Kirkuk se deflagrou em 2014 quando os Peshmerga tomaram controle da cidade após a expulsão de militantes do ISIL, feita pelo Exército iraquiano. Desde então, não há acordo entre Bagdá e o KRG sobre quem deve deter o controle sobre o território. Kirkuk tem significativas reservas de petróleo, sendo uma das duas maiores áreas de produção do país, e a província se encontra fora dos limites oficiais da região semiautônoma do Curdistão.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Bandeira do Curdistão” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Iraqi_Kurdistan#/media/File:Flag_of_Kurdistan.svg

Imagem 2 “Mapa da Região” (Fonte):

http://www.aljazeera.com/news/2017/10/iraqi-forces-launch-major-kirkuk-operation-171015220651177.html

Gabriel Mota - Colaborador Voluntário

Gabriel Mota Silveira é formado em Relações Internacionais. É mestrando do programa de pós-graduação em Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PPGRI/PUC-MG), com linha de pesquisa em Insituições, Conflitos e Negociações Internacionais. É pós-graduado em Relações Governamentais e Políticas Públicas pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), e discente associado ao Centro Brasileiro de Estudos Constitucionais do Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento (CBEC-ICPD). Entusiasta do estudo do Terrorismo Transnacional e Insituições Internacionais. Já prestou serviço ao Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, trabalhou na Embaixada do Reino Unido em Brasília e no Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Atua hoje junto à Assessoria de Relações Internacionais da Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais.

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