LOADING

Type to search

Share

[:pt]

A Ministra dos Negócios Estrangeiros da Islândia, Lilja Alfreðsdóttir, anunciou durante uma programação da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, a ratificação do país ao Acordo de Paris, cujo conteúdo aborda a redução dos gases de efeito estufa a nível global. Desta forma, a Islândia une-se aos mais de 70 Estados que acordaram a decisão, e sinaliza seu compromisso com a sustentabilidade, mediante o cumprimento de metas próprias com o propósito de decréscimo de 40% do grau poluente, em parceria com a Noruega e países da União Europeia (UE).

A temática ambiental é de grande importância para os islandeses, os quais já aplicam ações de bom uso dos recursos naturais no país, a exemplo da tecnologia geotérmica, pela qual se extrai eletricidade mediante o calor das superfícies vulcânicas. Entretanto, a Islândia é uma ilha e sua localização, além do Círculo Polar Ártico, a torna vulnerável às intempéries do aquecimento global. Sendo assim, na hipótese da não estabilização da temperatura global na faixa de 1,5º a 2,0º, o Estado possui o sério risco de sofrer com inundações ou mesmo eventos piores.

A mudança climática é uma das maiores preocupações das autoridades islandesas, que apoiam no cotidiano da sociedade com a formação de infraestrutura para veículos elétricos, reflorestamento e recuperação de áreas degradantes, assim como com o incentivo para a redução de emissões feitas pelos setores de pesca, agricultura e industrial. No decorrer do evento na ONU, a ministra Alfreðsdóttir afirmou: “Ao ratificar o Acordo de Paris a Islândia juntou as mãos com um número de países na preparação do caminho para este acordo global, o qual é extremamente importante que entre em vigor o mais rapidamente possível”.

Durante sua participação na Assembleia do Círculo Ártico de 2016, em Reykjavik, e discurso no Parlamento islandês, o ex-Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon, declarou: “A Islândia é um exemplo brilhante em todas as áreas, a este respeito. A Islândia tem muita natureza e pode ser um líder em energia sustentável no mundo. Vivemos em um mundo difícil, mas temos mostrado sinais de um futuro melhor. Pedimos a Islândia e aos islandeses para fazerem maior contribuição para tornar melhor o nosso futuro neste planeta”.

Conforme os analistas salientam, é de suma relevância a ratificação islandesa no Acordo Climático de Paris, a qual pode se expressar mediante uma compreensão de caráter nacional e internacional. No primeiro caso, têm-se uma questão de cunho ético-econômica, cuja contribuição social abrange a conscientização ambiental e a adaptação dos meios produtivos diante da recém faceta que aflora. No segundo caso, observa-se a maior visibilidade do país no âmbito da temática política, que possibilita a ascensão de uma voz de referência na pauta, bem como a propagação do ideário emergente da causa em questão, cujo teor preza pelas futuras gerações, especialmente pela sobrevivência humana.

———————————————————————————————–             

ImagemUsina geotérmica de Nesjavellir” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9f/NesjavellirPowerPlant_edit2.jpg

[:]

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.