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Israel se prepara para libertar o segundo grupo de “Prisioneiros Palestinos”

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Na próxima semana, em 29 de outubro, está prevista, por parte de Israel, a libertação do segundo grupo de prisioneiros palestinos. Este gesto corresponde ao acordo assinado entre Israel e a Palestina para a retomada das negociações de paz. Em agosto, 26 presos palestinos deixaram o cárcere em cumprimento da primeira parte do Acordo que prevê a libertação de um total de 104 prisioneiros. Segundo Issa Qaraqe, “Ministro dos Assuntos dos Prisioneiros da Palestina”, os restantes presos serão libertados entre os dias 29 de dezembro do corrente ano e 28 de março de 2014[1].

No início do mês, a “Autoridade Nacional Palestina” e os EUA pediram que a prisão dos palestinos fosse abreviada, mas o “Primeiro-Ministro Israelense”, Benjamin Netanyahu, recusou tal concessão[2]. A negativa de Netanyahu, que não desejou que a libertação dos prisioneiros coincidisse com o feriado muçulmano de “Eid al-Adha”, não alterou o compromisso assumido com a Palestina em prol da retomada das negociações para a paz. Neste acordo bilateral, a Palestina também assumiu responsabilidades e comprometeu-se em não recorrer aos órgãos ligados à ONU e aoTribunal Penal Internacional” (TPI), para denunciar Israel[3] enquanto decorrerem as conversações mediadas pelos EUA.

A manutenção do compromisso por parte de Israel tem gerado o descontentamento de alguns segmentos da sociedade israelense, principalmente entre aqueles que têm familiares vítimas dos grupos irregulares palestinos. Recentemente, pessoas ligadas à direita israelense, passaram a exigir do Primeiro-Ministro o fim do acordo a partir dos últimos acontecimentos na Cisjordânia, onde três israelenses morreram e uma menina ficou ferida, vítima de ataques de grupos palestinos contrários a Israel[4].

Em várias ocasiões, o descontentamento em relação ao acordo firmado se faz presente entre israelenses e palestinos. Segundo Issa Qaraqe, Israel tem se recusado a informar, àAutoridade Nacional Palestina”, os nomes dos prisioneiros que pretende libertar e quem deverá ser libertado pela primeira vez[5]. Embora haja divergências entre Israel e a Palestina, neste momento é importante a decisão tomada por ambas as partes para dar continuidade ao compromisso assumido, o que garante a possibilidade do prosseguimento das conversações.

É do conhecimento dos envolvidos no processo de negociação que o caminho para se chegar à paz duradoura é árduo e envolve, como primeiro princípio, o respeito pelos entendimentos assumidos pelos atores principais. O compromisso, de Israel e da Palestina, para com a paz passa, hoje, por conservar a proposta inicial que envolve a libertação de prisioneiros palestinos, por parte de Israel, e a ponderação, pela Palestina, relativamente às possíveis denúncias contra Israel. Na verdade, Israel e a Palestina necessitam de um bem maior, que é a paz, cujo princípio fundamental reside na conquista da confiança por ambos os lados.

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Imagem (Fonte):

http://en.trend.az/article_photo/2013/07/26/israel_palestine_260713.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.maannews.net/eng/ViewDetails.aspx?ID=639832

[2] Ver:

http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/.premium-1.551355#

[3] Ver:

http://english.wafa.ps/index.php?action=detail&id=23376

[4] Ver:

http://news.xinhuanet.com/english/world/2013-10/21/c_132817559.htm

[5] Ver:

http://english.wafa.ps/index.php?action=detail&id=23376

Marli Barros Dias - Colaboradora Voluntária Sênior

Possui graduação em Filosofia (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Federal do Paraná (1999), com revalidação pela Universidade de Évora (2007), e mestrado em Sociologia (Poder e Sistemas Políticos) pela Universidade de Évora (2010). É doutoranda em Teoria Jurídico-Política e Relações Internacionais (Universidade de Évora). É professora da Faculdade São Braz (Curitiba), pesquisadora especialista do CEFi – Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), e pareceirista do CEIRI Newspaper (São Paulo).

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