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Jihadistas europeus reforçam a “Frente al-Nusra”, na Síria

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A “Frente al-Nusra” (literalmenteFrente de Apoio ao Povo da Grande Síria”), é um grupo irregular de orientação sunita criado em janeiro de 2012, que integra as forças de oposição ao “Governo de Bashar al-Assad”, na Síria. O grupo está ligado, ideológica e logisticamente, à al-Qaeda e é considerado como sendo o braço mais agressivo e bem sucedido das forças rebeldes do atual conflito interno sírio.

Atualmente, jovens europeus, ou residentes em países europeus, estão partindo para a Síria com a finalidade de reforçarem as forças da “Frente al-Nusra”. No momento, segundo informações, cerca de cem mil pessoas integram o dispositivo bélico oponente do Governo sírio, sendo que por volta de cinquenta por cento estão ligados a grupos extremistas, dos quais dez mil são considerados jihadistas[1].

A imprensa espanhola publicou informações que indicam que noventa e cinco jovens partiram da Espanha para combater na Síria. Destes cidadãos, treze são de nacionalidade espanhola e os restantes são residentes nesse país, mas são originários do Magrebe. Da Espanha, o maior número de jihadistas saiu de cidades como Ceuta, Alicante, Melilla, Madri, Málaga e algumas cidades da Catalunha[2].

De acordo com o periódico espanhol “El Pais”, os bairros carentes, como o bairro “El Príncipe”, de Ceuta, são o meio adequado para o aliciamento dos jihadistas[3]. Os cidadãos belgas também estão sendo recrutados para compor as forças de oposição síria. Segundo o “Ministério de Interior da Bélgica”, aproximadamente seiscentos cidadãos europeus já foram recrutados para combater na Síria, sendo que de oitenta a cem combatentes são belgas[4]. Alguns destes combatentes têm retornado ao país de origem e estão a ser investigados sobre possíveis ligações com grupos extremistas islâmicos[5].

Os jihadistas são todos voluntários, pagam a própria viagem, compram a arma a ser usada no conflito e recebem somente o alojamento e a comida da organização irregular que passam a integrar. Eles conseguem liquidar as despesas com a viagem e a arma através da venda de seus bens que também são utilizados para deixar algum dinheiro para as esposas e saldar possíveis dívidas, como recomendam os preceitos de um “voluntário perfeito” antes de seguir para a batalha sem a intenção de retornar.

Estes jovens estrangeiros, primeiro passam por um treinamento militar durante o qual são averiguadas as suas habilidades. Há informações de que, em pouco tempo, os líderes da “Frente al-Nusra” perceberam que muitos voluntários não tinham uma formação religiosa sólida, o que é fundamental para um candidato a jihadista, tal como o domínio de idiomas. Neste sentido, as missões importantes são destinadas àqueles que são cultos, enquanto que os demais seguem para a linha de frente da batalha e são convidados à prática do martírio[6].

O envolvimento dos jovens jihadistas europeus no conflito sírio tem causado a apreensão nos governantes do “Velho Continente” pelo seguinte fato: ao retornarem à Europa após treinamento com armas de fogo e envolvimento em situações de combate, eles continuam com ligações efetivas a uma ideologia extremista[7]. Esta ameaça à segurança só será superada se, na Europa e também no “Oriente Médio”, os povos e seus dirigentes políticos optarem por uma efetiva “Cultura e Educação para a Paz”.

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Imagem (Fonte):

http://news.rapgenius.com/1814436/Senator-john-mccain-syria-intervention-is-in-our-interest/Al-qaeda-aligned-al-nusra-front-has-gained-unprecedented-strength-on-the-ground

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.europapress.es/internacional/noticia-cerca-mitad-rebeldes-son-afines-grupos-extremistas-yihadistas-estudio-20130916060850.html

[2] Ver:

http://actualidad.rt.com/actualidad/view/105866-yihadistas-espana-europa-siria-rebeldes

[3] Ver:

http://internacional.elpais.com/internacional/2013/09/14/actualidad/1379173180_128014.html

[4] Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,filho-de-brasileira-se-juntou-a-jihadistas-sirios-,1070040,0.htm

[5] Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,filho-de-brasileira-se-juntou-a-jihadistas-sirios-,1070040,0.htm

[6] Ver:

http://internacional.elpais.com/internacional/2013/09/14/actualidad/1379173180_128014.html

[7] Ver:

http://internacional.elpais.com/internacional/2013/09/14/actualidad/1379173180_128014.html

 

Marli Barros Dias - Colaboradora Voluntária Sênior

Possui graduação em Filosofia (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Federal do Paraná (1999), com revalidação pela Universidade de Évora (2007), e mestrado em Sociologia (Poder e Sistemas Políticos) pela Universidade de Évora (2010). É doutoranda em Teoria Jurídico-Política e Relações Internacionais (Universidade de Évora). É professora da Faculdade São Braz (Curitiba), pesquisadora especialista do CEFi – Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), e pareceirista do CEIRI Newspaper (São Paulo).

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