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Julgamento do maior traficante mexicano pode requisitar até mil jurados

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Segundo o Jornal Reuters, o Juiz federal americano que está encarregado do processo de Joaquín Guzmán, “El Chapo”, conhecido como o maior traficante do México, disse na última terça-feira (dia 17 de abril) durante a audiência que planeja convocar entre 800 e 1.000 jurados para deporem em seu julgamento.

Selo do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Oriental de Nova York

O juiz distrital Brian Cogan, do Brooklyn, declarou que os possíveis jurados chegariam ao Tribunal no final de julho e início de agosto para receber questionários e se prepararem para o julgamento planejado para setembro deste ano (2018).

A quantidade incomum de jurados reflete a complexidade do caso e a dificuldade esperada para se escolher os indivíduos que vão avaliar e decidir o destino de Guzmán, que ganhou notoriedade internacional como líder do Cartel de Sinaloa no México.

Ele é acusado de administrar uma enorme operação de tráfico de cocaína, heroína e metanfetamina, alimentando uma guerra de drogas ao longo de uma década no México, na qual mais de 100.000 pessoas morreram. Os promotores advertiram que os jurados podem temer por sua segurança, por isso Cogan ordenou em fevereiro que suas identidades já fossem mantidas em segredo.

Estados dominados pelo Cartel de Sinaloa (em roxo)

Guzman, de 61 anos, está detido em regime de isolamento desde que foi extraditado para os Estados Unidos, em janeiro de 2017, um ano após ter sido preso pelas autoridades mexicanas. Sua esposa, Emma Coronel Aispuro, conversou com repórteres nos Estados Unidos sobre o caso pela primeira vez após a audiência de terça-feira passada, dia 17 de abril, dizendo que não tinha permissão para visitar Guzman e que se preocupava com sua saúde.

Os advogados de Guzman disseram em documentos judiciais que sua saúde mental e física se deteriorou durante o tempo em confinamento solitário. Além disso, o seu advogado Eduardo Balarezo, pediu ao juiz Cogan que limitasse a quantidade de novas evidências que pudessem ser trazidas ao caso pelos promotores antes do julgamento, pois os mesmos não conseguiram entregar as evidências necessárias. “Segundo eles, Guzman é investigado desde os anos 1980. Em algum momento eles devem provar isso”, disse Balarezo.

Cogan mostrou também estar preocupado com o fato de os promotores não terem cumprido com os prazos judiciais para a produção de provas. Ele ordenou que entregassem a maioria das provas restantes até 18 de maio. Por fim, o Juiz considerou uma moção apresentada por Balarezo para proibir o governo de apresentar provas de pagamento aos advogados de Guzman como evidência da “riqueza inexplicada” dele. Isso porque haveria um conflito com o direito do acusado à representação legal e, se as provas fossem permitidas, elas poderiam impedir que os atuais advogados de Guzman permanecessem no caso.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1El Chapo em 19 de janeiro de 2017, sob custódia com agentes da DEA” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaqu%C3%ADn_Guzm%C3%A1n

Imagem 2Selo do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Oriental de Nova York” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_District_Court_for_the_Eastern_District_of_New_York

Imagem 3Estados dominados pelo Cartel de Sinaloa (em roxo)” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1rtel_de_Sinaloa

Tainan Henrique Siqueira - Colaborador Voluntário

Mestrando em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Santos. Experiência acadêmica internacional na Cidade do México e atuação profissional no Consulado do Panamá e no Turismo Nuevo Mundo. Concluiu trabalho de extensão sobre Direitos Humanos e Refugiados, iniciação científica na área do Direito Internacional e da Política Externa Brasileira, sendo esta segunda iniciação premiada em terceiro lugar entre as áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas da UniSantos em 2015. Atuou como Monitor na disciplina de Teoria das Relações Internacionais­I, durante o último semestre de 2015. Atualmente é monitor e pesquisador do Laboratório de Relações Internacionais da UniSantos em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (LARI­IPECI), onde auxilia no desenvolvimento de projetos semestrais pautados por três frentes de pesquisa: 1) Direitos Humanos, Imigração e Refugiados; 2) Política Internacional e Integração Regional; e 3) Relações Internacionais, Cidades e Bens Culturais. Tem objetivo de seguir carreira acadêmica.

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