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Jungmann visita Estados Unidos com o objetivo de ampliar a cooperação bilateral

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No dia 13 de novembro, segunda-feira passada, em visita a Washington, o Ministro da Defesa brasileiro, Raul Jungmann, se reuniu com o Subsecretário de Estado para Assuntos Políticos, Thomas Shannon, e com representantes da indústria aeroespacial privada dos Estados Unidos. O Ministro brasileiro ainda discursou, no dia 17, sexta-feira, no Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), importante think tank estadunidense.

Jungmann em reunião com representantes da indústria aeroespacial dos EUA

Durante a reunião com Shannon, foi discutida a criação de uma Autoridade Sul-Americana de Segurança, que teria como objetivo promover a cooperação regional para o combate ao crime organizado transnacional, com foco nas regiões de fronteira. A iniciativa é uma proposta conjunta com o Ministério da Justiça (MJ), o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O Ministro defendeu a proposta de criação do organismo em artigo de opinião publicado no periódico brasileiro O Globo, no qual defendeu que o crime organizado deve ser combatido de forma conjunta, regionalmente, pelos países da América do Sul. Cabe ressaltar que a iniciativa condiz com a perspectiva dos Estados Unidos, que percebem o crime e o tráfico de drogas como ameaças principais provenientes da região e defendem a necessidade de atuação integrada, interagências, como forma de aprimorar o combate.

Já com os empresários do setor-aeroespacial, Jungmann defendeu a ampliação da cooperação entre os dois países na área, o estabelecimento de uma agenda bilateral comum e a ampliação dos negócios no setor. Ele encorajou a participação de empresas norte-americanas no processo de licitação para a construção do segundo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

Durante a reunião com Shannon, também foi abordada a exploração do Centro de Lançamento de Alcântara, localizado no Estado do Maranhão, nordeste brasileiro. Na ocasião, Jungmann defendeu que a base deve ser utilizada por diversos países, sendo que Israel, China, França e Rússia tem interesse, além dos EUA.

A visita aos Estados Unidos ocorreu dias depois do início de um exercício militar multilateral inédito na Tríplice Fronteira do Brasil com a Colômbia e o Peru, na região amazônica, do qual participaram militares dos EUA e observadores de 22 países. O evento, denominado AMAZONLOG, tinha como objetivo simular respostas conjuntas a catástrofes humanitárias, tendo como foco o treinamento logístico. Essa iniciativa e a visita de Jungmann aos Estados Unidos demonstram o esforço do Governo brasileiro em ampliar a cooperação com aquele país, embora mantendo certo grau de diversificação das parcerias, como indica a não concessão de monopólio para a exploração do centro de lançamentos de Alcântara.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Jungmann com Thomas Shannon, autoridades do Ministério da Defesa e o Embaixador do Brasil em Washington, Mauro Vieira” (Fonte – Assessoria de Comunicação/Ministério da Defesa):

http://www.defesa.gov.br/noticias/36889-jungmann-tem-reuniao-com-setor-aeroespacial-privado-norte-americano

Imagem 2Jungmann em reunião com representantes da indústria aeroespacial dos EUA” (FonteAssessoria de Comunicação/Ministério da Defesa):

http://www.defesa.gov.br/noticias/36889-jungmann-tem-reuniao-com-setor-aeroespacial-privado-norte-americano

Livia Milani - Colaboradora Voluntária

Mestre e doutoranda em Relações Internacionais pelo Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais "San Tiago Dantas" (UNESP,UNICAMP, PUC-SP) e graduada em Relações Internacionais pela Universidade Estadual Paulista - UNESP. Participa do Grupo de Estudos em Defesa e Segurança Internacional (GEDES/UNESP). Pesquisa principalmente nos seguintes temas: Segurança Regional, Política Externa, Integração Regional, Relações Brasil-Argentina, cooperação em Defesa na América do Sul, Relações Inter-americanas.

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