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Kaspersky Lab é acusada de roubar informações dos EUA

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A Kaspersky Lab, uma empresa de segurança cibernética de origem russa, famosa pelo seu programa de antivírus homônimo, está sendo acusada de possuir ligações com o Governo russo e de ter o seu antivírus utilizado para extrair informações classificadas de um ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA).

Logo da empresa Kaspersky Lab

Segundo o Washington Post, fontes familiares com o assunto alegam que hackers russos conseguiram extrair informes e dados classificados do computador da casa desse funcionário, que tinha o antivírus instalado.

De acordo ainda com as fontes do jornal, o material extraído continha ferramentas e programas para hackear dispositivos que iriam substituir os métodos expostos por Edward Snowden, quando o mesmo divulgou o escopo da espionagem global exercida pela NSA, e “o roubo do material permitiu ao Governo russo detectar e evadir mais facilmente as operações de ciberespionagem do governo dos EUA, frustrar medidas defensivas e acompanhar as atividades dos EUA”.

As suspeitas do envolvimento da empresa com o Kremlin são fundamentadas na origem russa da Kaspersky Lab. Por se encontrar em seu território, a lei russa exige que a empresa instale backdoors* para as agências de inteligência em todos os produtos fabricados pela companhia. O alcance do monitoramento russo em suas empresas foi previamente publicado no CEIRI NEWSPAPER.

A respeito do suposto roubo de informações do ex-funcionário da NSA, a empresa de segurança cibernética comentou que “a Kaspersky Lab não recebeu nenhuma evidência que comprovasse o envolvimento da empresa no suposto incidente, e é lamentável que a cobertura de notícias de alegações não comprovadas continue perpetuando acusações sobre a empresa”.

Yevgeny Kaspersky, o seu fundador, também comentou: “Nos EUA, eles dizem que as autoridades podem apenas vir e nos forçar a fazer algo ruim. Mas seria como dar um tiro no pé. Seria uma sentença de morte para todo o negócio de software na Rússia, que vale bilhões de dólares por ano. É loucura”.

As supostas ligações da Kaspersky Lab com o Governo e agências de espionagem russas já desencadearam uma resposta em massa no comércio. O Governo norte-americano proibiu agências e órgãos federais de usarem quaisquer programas da empresa de origem russa, e o setor varejista também começou a remover os programas de suas prateleiras.

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Notas:

* Pontos de acesso no programa que permitem o monitoramento e até o controle desse programa.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Yevgeny Kaspersky, fundador da empresa Kaspersky Lab” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3AMsc2012_20120205_144_Kaspersky_Kai_Moerk.jpg

Imagem 2Logo da empresa Kaspersky Lab” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3AKaspersky_Lab_logo.svg

Breno Pauli Medeiros - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Formado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolve pesquisa sobre o Ciberespaço, monitoramento, espionagem cibernética e suas implicações para as relações internacionais. Concluiu a graduação em 2015, com a monografia “A Lógica Reticular da Internet, sua Governança e os Desafios à Soberania dos Estados Nacionais”. Ex bolsista de iniciação científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), período no qual trabalhou no Museu Nacional. Possui trabalhos acadêmicos publicados na área de Geo-História e Geopolítica.

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