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Khamenei é o vitorioso nas eleições legislativas

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Com os resultados anunciados, o vitorioso nas eleições legislativas iranianas é o “Líder Supremo” do país, Ali Khamenei. Pelo divulgado na mídia internacional, das 290 cadeiras do Parlamento unicameral foram decididas 224, ficando 63 para um segundo turno (para ser eleito em primeiro turno um candidato necessita de ¼ dos votos em seu distrito*), a acontecer em abril, restando 3 cadeiras para serem determinadas no futuro.  

 

Khamenei terá mais de ¾ de membros conservadores no Legislativo, uma vez que os reformistas fizeram apenas 19 eleitos, perdendo 41 cadeiras que detinham neste Parlamento atual (havia 60 membros). Apesar de os conservadores estarem “divididos” em duas coalizões, uma pró Ahmadinejad (a “Frente da Persistência”) e outra anti-Ahmadinejad (a “Frente Unida dos Conservadores”, liderada pelo presidente do Parlamento, Ali Larijani), sabe-se que as políticas interna e externa não sofrerão alterações, significando esta eleição apenas uma tendência de queda do atual Presidente do país nas eleições presidenciais de 2013.

Isso, porém, não significará que um possível próximo Presidente eleito adotará postura diferente da atual, talvez apenas reanime os ataques ao Ocidente, caso não ocorra um confronto bélico entre o Irã e as grandes potências ainda este ano (2012). Conforme determina a Constituição do país, os eleitos neste Pleito terão ainda de ser aprovados pelo “Líder Supremo” para serem diplomados.

Analistas internacionais apontam que o sistema se mantém e o processo eleitoral não representou muita coisa, apesar das declarações de Khamenei de que as eleições foram uma lição para o Ocidente, afirmando que “O ocidente, após prolongadas sanções econômicas e ameaças, lançou uma férrea propaganda anti-iraniana para desagradar o povo e desincentivá-lo a tomar parte nas eleições”*.

Segundo apontam os analistas, o processo foi inadequado, pois a oposição foi constrangida, foram vetados centenas de candidatos e os dois principais lideres opositores reformistas estão em prisão domiciliar. De certa forma as eleições apenas mantêm o Regime e mostraram para a comunidade internacional que a centralização de poder no sitema construído não permitirá a democratização do país. Por isso se espera que permanecerão os mesmo comportamentos na política interna e externa.

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Fontes Consultadas:

* Ver:

http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=484332&Itemid=1 

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Ver também:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5647146-EI294,00-Ampla+vitoria+dos+conservadores+no+Ira+derrota+de+reformistas.html

Ver também:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1056955-no-ira-aliados-de-khamenei-derrotam-ahmadinejad-em-eleicao.shtml

Ver também:

http://www.oreporter.com/detalhes.php?id=73036 

Ver também:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE82300X20120304

 

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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