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Kirchner responde na Justiça em razão de acordo com o Irã

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No dia 26 de outubro, quinta-feira passada, três dias após as eleições legislativas na Argentina, a ex-presidente e Senadora-eleita Cristina Fernandez de Kirchner foi interrogada pela Justiça sobre a assinatura de um Memorandum de Entendimento com o Governo do Irã durante sua gestão presidencial. O ex-ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman e outros antigos funcionários do governo e da chancelaria também são acusados no caso.

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O Acordo com o Governo iraniano foi aprovado pelo Congresso, mas não chegou a entrar em vigor após ser considerado inconstitucional. O seu tema central era referente às investigações sobre o atentado terrorista à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), ocorrido em 1994.

O Acordo bilateral, na perspectiva de Cristina Kirchner, significaria uma solução pacífica à controvérsia e permitiria destravar a investigação judicial, paralisada pela falta de colaboração iraniana. Os críticos defendem que o mesmo significaria o encobrimento dos acusados, argumento que justifica a acusação judicial contra a ex-Mandatária. Para os denunciantes, havia um plano desenhado para garantir a impunidade dos mentores intelectuais do atentado.

Após o interrogatório, Cristina Kirchner fez um discurso à imprensa, no qual afirmou que a investigação da AMIA tem sido politizada e instrumentalizada como forma de deslegitimar o kirchnerismo. A denúncia a que Cristina Kirchner responde é peculiar, por ter como objeto decisão de Política Exterior aprovada pelo Congresso. A Senadora-eleita argumentou que sofre perseguição política e declarou que o governo de Maurício Macri deseja um Congresso submisso, mas não atingirá esse objetivo, já que ela fará oposição real.

Kirchner também é acusada em outros casos, por corrupção e lavagem de dinheiro, que supostamente ocorria através da renda de hotéis em El Calafate, que são de sua propriedade e de membros de sua família. Julio de Vido, ex-ministro do Planejamento durante as gestões kirchneristas, também enfrenta um processo judicial por corrupção e foi interrogado semana passada.

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Fontes das Imagens:                                                                                                                

Imagem 1Cristina Fernandez de Kirchner e o exministro das Relações Exteriores Héctor Timerman” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Jura_H%C3%A9ctor_Timerman.jpg

Imagem 2Ato em homenagem às vítimas do atentado à AMIA” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:2015_Marcha_conmemorando_el_Atentado_a_la_AMIA_02.JPG

Livia Milani - Colaboradora Voluntária

Mestre e doutoranda em Relações Internacionais pelo Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais "San Tiago Dantas" (UNESP,UNICAMP, PUC-SP) e graduada em Relações Internacionais pela Universidade Estadual Paulista - UNESP. Participa do Grupo de Estudos em Defesa e Segurança Internacional (GEDES/UNESP). Pesquisa principalmente nos seguintes temas: Segurança Regional, Política Externa, Integração Regional, Relações Brasil-Argentina, cooperação em Defesa na América do Sul, Relações Inter-americanas.

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