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[:pt]Letônia aumenta os recursos para suas Forças Armadas[:]

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Desde o ano de 2014, a Letônia persegue uma escalada espiral na pauta de Defesa, com incentivos de acréscimo de recursos financeiros para suas Forças Armadas. Nesta perspectiva, observa-se a valorização do setor por meio das recentes estatísticas, nas quais se observa que o investimento, em 2016, ascendeu à taxa de 40% em relação a 2015, e, para 2017, projeta-se atingir a margem de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB), com um total de 449,57 milhões de euros.

Os letões planejam utilizar o valor do Ministério da Defesa para o desenvolvimento de infraestrutura, inteligência, vigilância e defesa aérea, a partir de uma divisão tripartite, com foco respectivo de 33% em investimentos, 28% em manutenção e 39% em equipes. Todavia, a situação financeira do Estado não é favorável a tal aporte no presente momento, devido à queda de desenvolvimento econômico, algo que contribuiu para uma a aceitação da redução de 24 milhões de euros no orçamento, conforme acordo com o Ministério das Finanças e com o Ministério da Defesa.

A razão para tamanho investimento se deve ao receio dos Estados Bálticos em relação à política externa da Rússia, a qual é vista pela Letônia de forma negativa, supondo uma possível invasão russa em seu território. Após a crise na Criméia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) intensificou medidas no Leste Europeu sob o argumento de reforço na segurança, algo que acarretou em descontentamento por parte da Rússia, que alega desproporção nas ações e o aproveitamento do caso para a produção do que chama de russofobia.

Para efeito de justificativa geopolítica, os letões percebem as movimentações da ZAPAD 2017* como um sinal de alerta, visto que os exercícios conjuntos que serão feitos entre a Rússia e Bielorrússia apresentam o uso de 5.265 vagões de trem para o carregamento de equipamento militar, com 4.126 vagões exclusivos para o transporte de carga russa para a Bielorrússia. A nível comparativo, em 2015, a Rússia enviou apenas 125 vagões e este ano (2016) 50 vagões para a execução dos exercícios.

Consoante a opinião dos analistas, é positiva a inclinação letã no aperfeiçoamento da própria política de defesa, pois esta ação demonstra a existência de assertividade política de Riga** pela não dependência da OTAN, na qual o país permanece na qualidade de ator estratégico complementar, porém é preciso observar com cautela os cenários domésticos e internacionais, os quais podem tornar-se negativos para a Letônia, devido à carência de pragmatismo, visto que um país também necessita concentrar atenção e investimentos em terceiros ministérios e não somente no setor de defesa.

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* ZAPAD 2017: Zapad significa Oeste em russo e faz alusão ao exercício militar anual feito em conjunto pela Rússia e Bielorrússia.

** Capital da Letônia

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ImagemBrasão de Armas da Letônia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/45/Coat_of_arms_of_Latvia.svg/1280px-Coat_of_arms_of_Latvia.svg.png

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Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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