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Lideranças africanas discutem medidas para prevenção de catástrofes naturais

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Neste mês de setembro (2017), entre os dias 12 a 15, lideranças africanas das mais diversas esferas (governo, sociedade civil e setor privado) se reuniram para participar da Conferência Ministerial Africana em Meteorologia (AMCOMET, sigla em inglês), que ocorreu em Addis Ababa, Etiópia. Seu objetivo foi discutir medidas preventivas para desastres relacionados a clima e recursos naturais, com a finalidade de diminuir perdas sociais e econômicas.

Além dos Estados representados, em especial o país-sede, o evento teve o apoio de organizações internacionais, como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a União Africana, o Banco Mundial e a Organização Mundial de Meteorologia (WMO, sigla em inglês).

Ao longo dos quatro dias de Conferência, os líderes discutiram temas voltados para:  fortalecimento de lideranças regionais e locais interessadas no aprimoramento dos serviços meteorológicos; esclarecimento acerca dos benefícios socioeconômicos dos investimentos na modernização de equipamentos; criação de mecanismos para troca de boas práticas entre os países; e busca por ampliar a cooperação e o engajamento do setor privado.

Ehiopian Child Portrait

Segundo dados divulgados pela organização do evento, estima-se que cerca de 90% dos desastres que ocorrem no continente africano estão relacionadas ao clima, provocando perdas de mais de 10 bilhões de dólares nos últimos 20 anos. Em decorrência dos efeitos das mudanças climáticas, as consequências socioeconômicas podem ser drásticas.

De acordo com o Banco Mundial, parceiro na organização do evento, adversidades desse gênero são também capazes de causar danos ao Produto Interno Bruto dos países, reduzindo-os em aproximadamente 10% a 20%. Em contrapartida, o Órgão argumenta que investimentos no setor meteorológico poderiam poupar US$ 30 bilhões, a partir do consequente aumento na produtividade.  

Comparativamente, a África consta como o continente com menor capacidade de observação das condições climáticas e da água. Em todo o seu espaço, existem somente 300 centros especializados que possuem o padrão recomendado pela WMO. Ademais, 54% das pesquisas voltadas para superfície e 71% daquelas direcionadas aos estudos do ar não apresentam dados precisos e integralmente corretos. 

Para a Etiópia, investimentos no setor são essenciais. Segundo matéria do The Washington Post, as consequências das mudanças climáticas têm afetado costumes do país. Devido à seca, muitos dos rebanhos de boi e ovelha morreram. As famílias afetadas, que viviam como nômades, tiveram de pedir abrigo em campos de refugiados em busca de comida.  

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Africa Hydromet Forum 2017” (Fonte):

https://www.gfdrr.org/amcomet-africa-hydromet-forum-2017

Imagem 2 Ehiopian Child Portrait” (Fonte):

https://pixabay.com/en/girl-ethiopian-child-portrait-647714/  

Vinícius Sousa dos Santos - Colaborador Voluntário

Especialista em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB). Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Brasília (UCB), com experiência acadêmica internacional no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. É coordenador do Café com Política e colunista político do Congresso em Foco. Foi estagiário-visitante da Câmara dos Deputados e trainee do Setor Político, Econômico e de Informação da Delegação da União Europeia no Brasil. Atuou também como pesquisador colaborador voluntário do Observatório Brasil e o Sul (OBS). É voluntário Departamento da Juventude da Cruz Vermelha Brasileira Brasília (CVBB).

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