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Líderes da Unasul reúnem-se em Lima para “Cúpula de Emergência sobre a Venezuela”

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Bandeiras dos países membros da Unasul - Reprodução MREO presidente do Peru, Ollanta Humala, convocou o encontro extraordinário entre líderes da “União de Nações Sul-Americanas” (Unasul) na qualidade de presidente pro tempore da organização com vistas à discussão da instabilidade política na Venezuela. O evento teve lugar no “Palácio do Governo”, em Lima, segundo a “Agência Peruana de Notícias, Andina[1].

Sobre a reunião, o chanceler peruano, Rafael Roncagliolo, declarou que “é importante analisar de forma conjunta a situação [da Venezuela], assim como temos analisado outras situações no passado; é uma agenda aberta para que se possa ter a oportunidade de um diálogo conjunto[1].

O Evento foi marcado para 18 de abril de 2013, ou seja, um dia antes da posse do presidente eleito, Nicolás Maduro, que venceu o opositor Henrique Capriles[2]. Dentre os doze países sul-americanos, somente os representantes da Guiana e Equador, Bharrat Jagdeo e Rafael Correa, respectivamente, não participaram da reunião.

A Unasul, que esteve na Venezuela como observadora eleitoral* respaldou as eleições venezuelanas, realizadas em 14 de abril de 2013, reconhecendo como legítima a escolha do candidato chavista[3]. No entanto, a “Organização dos Estados Americanos” (OEA) e os Estados Unidos**, por divergências quanto ao resultado do pleito, apoiaram a reivindicação da oposição*** pela recontagem dos votos[4].

Assim, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Congresso peruano, Victor Andrés Garcia Belaunde, disse que o principal desafio da reunião era “convencer as partes em conflito na Venezuela a buscar um diálogo franco e sincero pra salvar a democracia e assegurar a governabilidade[5].

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*Foi a primeira vez que uma delegação da organização exerceu esse papel em eleições presidenciais na América do Sul.

** Os Estados Unidos ainda não reconheceram a vitória de Maduro.

*** Capriles apresentou em 16 de abril de 2013 um pedido formal ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela para que fosse feita a recontagem dos votos.

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Imagem Bandeiras dos países membros da Unasul – Reprodução MRE(Fonte):

http://www.flickr.com/photos/mrebrasil/7361880986/sizes/m/in/photostream/

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.andina.com.pe/Espanol/noticia-canciller-reunion-unasur-tendra-agenda-abierta-para-analizar-situacion-venezuela-455408.aspx

[2] Ver:

http://internacional.elpais.com/internacional/2013/04/18/actualidad/1366302932_091876.html

[3] Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina/eleicoes-na-venezuela/unasul-estreia-como-observador-eleitoral-na-venezuela,b1283d6ab696b310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

[4] Ver:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/04/130417_unasul_venezuela_pu.shtml

[5] Ver:

http://www.andina.com.pe/Espanol/noticia-reto-unasur-es-establecer-las-bases-del-dialogo-venezuela-opinan-455405.aspx

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Paula Gomes Moreira - Colaboradora Voluntária Sênior

Doutoranda em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília. Mestre em Relações Internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Bacharel e Licenciada em Ciências Sociais, com ênfase em Ciência Política. É assistente de pesquisa do Observatório Político Sul-Americano (OPSA-IESP/UERJ) e Desenvolve atividade de pesquisa no Grupo de Estudos Interdisciplinar de Fronteiras (GEIFRON), da Universidade Federal de Roraima (UFRR).

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