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Líderes mundiais se alinham para assinar o Tratado sobre Proibição de Armas Nucleares

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No meio do aprofundamento da ansiedade sobre o risco de guerra entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, grande parte da comunidade internacional está adotando o novo Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares. Este acordo histórico global foi formalmente aberto para assinatura na sede da ONU na quarta-feira passada (20 de setembro de 2017).

Os Presidentes, Primeiros-Ministros, Ministros de Relações Exteriores e Embaixadores de 50 países se alinharam para adotar o acordo, afirmando seu compromisso com o desarmamento e rejeitando categoricamente, e para sempre, as armas mais destrutivas já criadas pelo homem. Espera-se que mais líderes assinem nos próximos dias e semanas.

Peter Maurer – O Presidente da ICRC

Os signatários esperam que, ao longo do tempo, o Tratado estabeleça uma poderosa norma global contra o uso e a posse de armas nucleares por qualquer Estado. Seu objetivo final: convencer todas as nações do mundo a assinarem e cumprir o documento, eliminando completamente a ameaça das armas nucleares.

Na cerimônia de assinatura, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, declarou o Tratado aberto para assinatura e lembrou aos países que se reuniram: “Ainda existem cerca de quinze mil armas nucleares” (…). “Não podemos permitir que essas armas do dia do juízo final ponham em perigo nosso mundo e o futuro de nossos filhos”.

Peter Maurer, presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, também participou da cerimônia. Descrevendo o novo tratado como uma luz “iluminando um caminho para um mundo sem armas nucleares”, ele declarou: “A humanidade simplesmente não pode viver sob a sombra escura da guerra nuclear”.

Dos 50 países que assinaram o documento na quarta-feira, três deles, Guiana, Santa Sé e Tailândia, também depositaram seus instrumentos de ratificação, consentindo formalmente em ficar vinculados ao Tratado. Uma vez que 50 desses instrumentos tenham sido depositados, ele entrará em vigor.

O grande número de assinaturas no dia da abertura é um notável espetáculo de apoio a uma ação que desafia fundamentalmente o status quo na diplomacia nuclear, que ultrapassa as abordagens tradicionais de controle de armas e de não proliferação e estabelece uma agenda de extinção desses armamentos.

Nas semanas anteriores à cerimônia, os Estados Unidos trabalharam energicamente para dissuadir as nações de assinarem o documento, muito provavelmente com o objetivo de impedir que ele entre em vigor com força legal. Esse lobby de bastidores parece ter sido em grande parte malsucedido.

Se alguma vez houve um momento para os líderes mundiais declararem sua oposição total às armas nucleares, este momento é agora, pois o ambiente atual de insegurança que domina o cenário internacional é precisamente a razão de o Tratado ser uma iniciativa tão vital.
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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares foi assinado por vários chefes de Estado e ministros – ao centro o Secretário geral da ONU, António Guterres” (Fonte Foto: ONU/Kim Haughton):

https://nacoesunidas.org/chefes-de-estado-assinam-tratado-sobre-armas-nucleares-na-sede-da-onu/

Imagem 2 Peter Maurer O Presidente da ICRC” (Fonte):

https://www.icrc.org/en/person/peter-maurer

Leonam Guimarães - Colaborador Voluntário Sênior

É Diretor Presidente e Diretor Técnico da Eletrobrás Termonuclear S.A. - Eletronuclear e membro do Grupo Permanente de Assessoria do Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica – AIEA. Membro do Board of Management da World Nuclear Association. Foi Professor Titular da Faculdade de Administração da FAAP, Professor Visitante da Escola Politécnica da USP, Diretor Técnico-Comercial da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa SA – AMAZUL, Assistente da Presidência da Eletronuclear e Coordenador do Programa de Propulsão Nuclear do Centro Tecnológico da Marinha. Especialista em Segurança Nuclear e Proteção Radiológica, é Doutor em Engenharia Naval e Oceânica pela USP, Mestre em Engenharia Nuclear pela Universidade de Paris XI e autor de vários livros e artigos sobre engenharia naval e nuclear, gestão e planejamento, política nuclear e não-proliferação.

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