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“Liga Árabe” busca saída negociada para Assad

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Após ter se posicionado até o último instante pela saída negociada no caso da Crise líbia, a “Liga Árabe”* está investindo na missão de ser intermediária em um diálogo entre o “Governo Assad” e os opositores sírios.

 

Ontem, dia 26 de outubro, representantes dos membros da Liga realizaram uma reunião com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, para tratar da construção deste caminho. O grupo estava liderado pelo Catar e composto pelo “Secretário-Geral” da entidade, Nabil al-Arabi, bem como pelos chanceleres do Egito, Argélia e Catar.

Há pouco tempo, a Instituição tentou excluir a Síria, mas a proposta foi recusada pela maioria dos membros e venceu a perspectiva de investir na defesa de uma saída política negociada, já que está sendo levada em conta a declaração do Presidente sírio de que ele deseja o diálogo com a oposição, mas exige que sejam apenas os opositores nacionais, pois, segundo interpreta, a oposição que se manifesta nas ruas está sendo formada no exterior, pelo que chama de “centros de poder do Ocidente, apoiados por alguns Estados árabes”**.

Segundo divulgado pelo Governo, já há a proposta de reformas para a criação de partidos políticos (incluído opositores) e, pela legislação, um grupo pode inscrever-se como “Partido Político” se tiver 50 membros na metade das 14 províncias sírias, podendo ainda entrar na disputa eleitoral se apresentar mais de 1.000 filiados.

Sob este argumento, o Presidente deseja mostrar que busca uma saída negociada, mas está sendo pressionado violentamente por interesses externos, tanto que, da sua perspectiva, parte significativa das justificativas para os combates realizados pelas forças de segurança do governo, incluindo o Exército, se concentra na identificação e resposta que precisam ser dadas a grupos terroristas, aos desertores e aos manifestantes violentos que estão sendo amparados por ocidentais.

A “Liga Árabe”, por sua vez, está preocupada com uma maior presença do Ocidente na região e na interferência externa nas políticas domésticas dos Estados árabes e islâmicos, razão pela qual tem relutado em concordar com a substituição dos regimes, ou com as sanções ocidentais contra os governos da região, as quais são aplicadas por intermédio do “Conselho de Segurança da ONU” (CS da ONU).

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* Os 22 países da Liga Árabe são: Arábia Saudita; Argélia; Bahrein; Catar; Comoros; Djibuti; Egito; “Emirados Árabes Unidos”; Iêmen; Iraque; Jordânia; Kuwait; Líbano; Líbia; Marrocos; Mauritânia; Omã; Palestina (considerado um Estado independente pela “Liga Árabe”); Síria; Somália; Sudão e Tunísia.  (Fonte: Site oficial da Liga,

** Ver:

http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=428855&Itemid=1

Ver também:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE79P0EV20111026

Ver também:

http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2011/10/china-faz-pressao-sobre-siria-por-reformas.html

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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