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Maduro é aclamado presidente do PSUV, mas há pesquisas apontando que vem perdendo apoio no país

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No sábado passado, dia 26 de julho, o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi aclamado Presidente do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), substituindo o ex-Presidente Hugo Chávez que, por sua vez, foi declarado como líder eterno e presidente fundador do Agremiação partidária[1]. Imediatamente, Maduro partiu para ação contra as vozes dissidentes, declarando ser necessário “debate libre y constructivo, acción creadora y unitaria, y a la par máxima lealtad y disciplina con él y su gobierno, tras criticar a quienes en el PSUV se han convertido en generales de la división[1].

Na mídia televisiva venezuelana surgiram vozes apontando que a decisão do Partido demonstrou haver apenas uma liderança nacional no país, não apenas por que foi escolhido, mas pelo fato de a Oposição está desarticulada. O analista Oscar Schemel, diretor da empresa de pesquisas Hinterlaces, declarou durante o programa de entrevistas José Vicente Hoy, transmitido pela Televen:  “Evaluamos los liderazgos nacionales y el único liderazgo visible es el del presidente Nicolás Maduro. (…). Hay una revolución y la nueva etapa tiene que ver con la revolución económica, la elevación de la capacidad productiva, el trabajo. (…).  Uno de los rasgos de la situación actual, es que no hay liderazgos. Las estrategias guabinosas, desdibujadas, imprecisas, sin discurso, sin mensaje, sin propuestas de la oposición, lo que hicieron fue contribuir al debilitamiento de sus liderazgos; fundamentalmente de Leopoldo López, Henrique Capriles y María Corina Machado, que se vieron desdibujados y debilitaron sus imágenes. Hoy el único líder visible y reconocido es el presidente Maduro, todo lo malo o todo lo bueno que ocurra en el territorio nacional es responsabilidad del presidente Nicolás Maduro, no hay otro referente en el país[2].

No entanto, tal conclusão diverge da pesquisa realizada pela empresa Consultores 21[3], realizada o mês de junho, passado, com 2.000 entrevistados e margem e erro de 2,4%, na qual foi identificada uma queda expressiva e continuada de Maduro.

Segundo foi apontado, pouco mais da metade dos entrevistado não acreditam no Presidente nem em sua capacidade de liderança. Além disso que o percentual dos que avaliam a gestão do Presidente como muito má é quatro vezes superior a daqueles que avaliam como muito boa (36,1% contra 8,8%, respectivamente)[3]. Da mesma forma, apontou que o Leopoldo López tem quase dez pontos mais que Maduro e o próprio chanceler Elias Juá tem um pouco mais de popularidade que o Mandatário (40,8% contra 40%, respectivamente)[3]. Ainda acrescenta que a Oposição e o Governo se encontram empatados em aproximadamente 40% cada no que tange a confiança que detém dos entrevistados e, com pior avaliação, 56,5% dos consultados tem dúvidas de que o governo possa adotar medidas saneadoras da crise, bem como que 75% acreditam que quaisquer medidas tomadas debilitarão ainda mais a moeda nacional[3].

Maduro vem tentado responder a essa situação adotando três procedimentos: (1) acumulando poder em várias esferas políticas, na Presidência da República, nas Forças Armadas, no PSUV e nas demais esferas do Estado[4]; (2) buscando que os partidários ajam unidos nas transformações econômicas por meio do que chama estratégicas econômicas socialistas para alavancar o setor produtivo do país[5], estando no cenário, inclusive uma nova Constituinte para aprofundar o socialismo no país[6]; e (3) usando de recursos místicos para seduzir as camadas mais humildes da população, as quais dão base ao Regime Bolivariano, tendo sido a última ação o retorno dos encontros espirituais por meio de mensageiros, afirmando que Hugo Chávez está bem, como foi o caso da mais recente declaração de que um passarinho lhe comunicou este fato (“Les voy a confesar que por ahí se me acercó un pajarito, otra vez se me acercó y me dijo (…) que el comandante (Chávez) estaba feliz y lleno de amor de la lealtad de su pueblo (…) debe de estar orgulloso”)[7], ou de que sente a presença do ex-presidente Chávez ao seu lado inspirando suas decisões[7].    

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Imagem (Fonte):

Wikipedia

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.radioguatapuri.com/2011-08-07-02-51-49/item/22245-eligen-a-nicolás-maduro-como-presidente-del-psuv

Ver também (Vídeo):

http://www.noticierovenevision.net/videos/politica/2014/julio/27/104437=designan-a-nicolas-maduro-como-presidente-del-psuv

[2] Ver:

http://www.difundelaverdad.org.ve/portada/hinterlaces-el-unico-liderazgo-visible-es-el-del-presidente-nicolas-maduro/#.U9cDHFbMGOM

[3] Ver:

http://desarrollo.notitarde.com/Pais/La-mitad-del-pais-cree-que-Nicolas-Maduro-miente-2205404/2014/07/28/341847

[4] Ver:

http://www.elchoromatutino.com/nicolas-maduro-busca-cerrar-filas-del-chavismo/

[5] Ver:

http://www.granma.cu/mundo/2014-07-28/pide-maduro-a-la-militancia-sumarse-a-la-ofensiva-economica

[6] Ver:

http://www.eluniversal.com/nacional-y-politica/140727/plantean-activar-una-constituyente-para-profundizar-el-socialismo

[7] Ver:

http://www.larepublica.pe/28-07-2014/nicolas-maduro-dice-que-el-pajarito-se-aparecio-y-le-dijo-chavez-esta-feliz

Ver também:

http://www.noticiasmundofox.com/noticias/pajarito-se-le-aparece-nuevamente-nicolas-maduro-y-le-dice-que-hugo-chavez-esta-feliz-15084

Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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