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Maduro mantem postura e Oposição afirma que perdeu oportunidade de unir o país

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O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, vem mantendo a postura diante da crise política venezuelana, permanecendo suas acusações contra os opositores, bem como investindo em duas frentes essências para preservar a capacidade de enfrentamento no caso de um possível crescimento da crise e da violência no país. São elas: aumentar as políticas assistencialistas com discursos de que se pretende extinguir a pobreza na Venezuela até 2018, período de encerramento de seu mandato; e buscar a unidade das Forças Armadas em torno da preservação da revolução bolivariana.

Conforme afirmou no caso da erradicação da pobreza, “El año 2018 tendré la felicidad de decir que hemos logrado la meta miseria cero en Venezuela[1], algo que, acredita, será conseguido “(…) por la vía de asistencia de las grandes misiones y programas sociales. (…). Lo vamos a establecer en algo así como mil 500 puntos del país donde se concentra la pobreza y lo peor, la miseria. (…). Que no vaya a venir la derecha ahora a sabotear, a quemar o a tratar de impedir que se instalen las Bases de Misiones Sociales[1].

Da perspectiva da união dos militares, na sexta-feira passada, dia 6 de junho, o Presidente fez apelo direto em evento para militares solicitando que Nem uma fissura nas FANB, devemos consagrar-nos à união interna de cada componente, à união cívico-militar, ao amor junto do povo, pela pátria, para converter o orgulho de ser venezuelano em ações permanentes[2], pois, como afirma, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) da VenezuelaSão uma coluna vertebral e têm todas as condições para continuar jogando um papel de vanguarda ética, institucional, na consciência, na luta contra os problemas, as dificuldades, as ameaças, preparando-se para cumprir de maneira impecável o papel de garante da soberania, integridade, estabilidade e paz da República[2], já que são “vitais e determinantes para a estabilidade da República[2].

Analistas apontam que ele pode estar pensando numa forma de enrijecer mais ainda contra os opositores aplicando os recursos militares disponíveis, algo que sugere a possibilidade de um levante preventivo por parte do governante, caso ele entenda como necessário, pois constantemente tem afirmado que a Oposição, a quem chama e identifica apenas como direita, esquecendo que é uma frente ampla de direita e esquerda, deseja dar um golpe de estado. Nas suas palavras, “a direita (…) não tem limites éticos, vai em busca dos seus objetivos por qualquer via… (…). …guerra psicológica para envenenar de ódio à pátria, para dividir, destruir e poder voltar a conquistar[2]. Nesse sentido, é possível concluir que, de acordo com sua interpretação, justificar-se-á uma ação militar, necessitando, por suas vez, que as Forças Armadas estejam coesas e vinculadas ao seu nome.

Apontam os observadores que a tática de produzir um inimigo comum é a mesma utilizada por Hugo Chávez, embora Maduro não demonstre a mesma competência, e, no momento, internamente suas armas se voltam contra a deputada Corina Machado, a quem tem chamado de assassina[3], já que lhe tem vinculado a suposta tentativa de magnicídio, da qual se diz vítima e sobre a qual afirma ter provas baseadas em e-mails coletados.

A Oposição tem buscado mostrar que as atitudes e manifestações do Mandatário são inadequadas e antidemocráticas, como tentou apresentar Henrique Caprilles quando declarou que não se pode considerar como criminoso alguém que solicita a renúncia de um Presidente[4], já que isto está de acordo com as regras da Democracia.

Além disso, também afirmou que Maduro perdeu uma oportunidade de unir o país no momento em que recusou a possibilidade de diálogo com os opositores para tratar dos casos dos estudantes perseguidos, da prisão de Leopoldo López, da repressão contra as manifestações e dos casos de abusos das milícias.

Afirmou: “Esta situación de injusticia nos tiene que unir a todos los venezolanos porque el país que queremos la mayoría no es donde se utilice la justicia para perseguir a nadie. (…). Estos son escándalos para seguir tapando los graves problemas de nuestro país. Esperamos que se haga justicia y que en el camino, como me tocó vivirlo hace diez años, exista alguien que tenga el valor, el compromiso y su formación para quienes hoy están siendo perseguidos, puedan tener un juicio en libertad y demostrar su plena inocencia porque no han debido pasar un día privado de libertad. (…). Nicolás perdió una gran oportunidad de unir al país, que permitiera que el diálogo funcionara  y que fuera un mecanismo para resolver esta situación de crisis. (…). Aquí no hubo diálogo sino un debate en cadena de radio y televisión. (…). El diálogo es para que haya resultados. Se hicieron planteamientos concretos: que nadie esté preso por razones políticas, hablamos del desarme de los grupos paramilitares armados por el Gobierno. Nada de eso ha pasado[5].

Diante do quadro em que se mantém a distância entre Governo e Oposição, com acusações mútuas, os analistas não acreditam que haja saída para a crise, prevendo que as manifestações tenderão a retornar e, nesse sentido, creem que há grande probabilidade de Maduro aumentar a violência, bem como quebrar a ordem institucional. Conforme interpretam os observadores, os passos para garantir um sucesso nesta empreitada já estão sendo dados com a tentativa de preservar as Forças Armadas ao seu lado e garantindo as classes baixos sob sua dependência, cujo instrumento prioritário para tanto são as medidas assistencialistas que ele prometeu receber maior atenção e recursos. 

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Imagem (Fonte):

 

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://m.telesurtv.net/articulos/2014/06/07/maduro-promete-erradicar-la-pobreza-de-venezuela-3319.html

Ver também:

http://www.primicias24.com/nacionales/nicolas-maduro-se-reunira-este-sabado-con-la-ubch-de-miranda/

[2] Ver:

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3960163&seccao=EUA%20e%20Am%E9ricas

[3] Ver:

http://www.taringa.net/posts/info/17873245/Nicolas-Maduro-llama-asesina-a-Maria-Corina-Machado.html

[4] Ver (Vídeo):

http://video.ubicatv.com/una-persona-que-pida-la-renuncia-a-nicolas-maduro-no-se-convierte-en-delincuente-capriles/

[5] Ver:

http://telocuentonews.com/latinoamerica/venezuela/2698-gobierno-de-nicolas-maduro-estaria-detras-de-decision-judicial-de-encarcelar-a-estudiantes-y-a-leopoldo-lopez

                

Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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