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Mais um surto de Ebola chega ao fim na África

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Chegou ao fim, no início de julho (2017), recente surto do vírus Ebola na República Democrática do Congo (RDC). A constatação foi da Organização Mundial de Saúde (OMS), depois de o último paciente diagnosticado ter resultado negativo para a doença, após tratamento inicial. Ao todo, foram quatro mortes e mais de 580 pessoas sob supervisão de contaminação.

Este foi o oitavo surto do vírus no país desde 1976, quando a doença foi descoberta. De acordo com informativo publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o efetivo combate à doença por parte das autoridades locais foi resultado do fortalecimento institucional pelo qual passa o Estado nos últimos anos.

Equipamento de segurança contra contaminação do Ebola

A RDC conta com projetos de cooperação com outras nações e organismos internacionais que ajudam no aprimoramento dos seus serviços de saúde. Exemplo disso foi o projeto desenvolvido pelo Ministério Saúde brasileiro, que coordenou missão de estudos de profissionais congoleses ao Brasil. Sua finalidade foi apresentar o funcionamento, diretrizes e experiências do Sistema Único de Saúde (SUS) e de outros programas de assistência médica nacionais, como aqueles direcionados para Saúde Familiar e Comunitária.     

Tendo sido descoberto há mais de 40 anos, o vírus teve nova notoriedade internacional a partir de 2014, quando um surto no Oeste da África mais uma vez assustou o mundo por conta da fácil transmissão e do seu grau de letalidade. Ele pode ser transmitido por meio do contato com sangue, secreções e outros fluídos corporais de humanos infectados, e pode causar a morte de quase 50% das vítimas.

A epidemia iniciada em 2014 só foi amenizada em 2016. Além de afetar a RDC, que teve 66 casos, com 49 mortos, os maiores prejudicados foram Guiné, Libéria e Serra Leoa. Ao todo, foram quase 30 mil casos, que resultaram em aproximadamente 11 mil fatalidades. À época, países como Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos também tiveram cidadãos vítimas da doença.

Atualmente, a OMS está na 3ª fase do combate ao Ebola, objetivando manter zeradas as taxas de contaminação da moléstia. Seus objetivos são mapear e interromper rapidamente a transmissão, assim como identificar e gerenciar as consequências dos riscos residuais do vírus nas áreas que estiveram sob grande contaminação.

Em maio deste ano (2017), líderes dos três principais países afetados se reuniram com a Diretora-Geral da OMS, Margareth Chan, para celebrar os testes bem-sucedidos da primeira vacina criada para o combate ao Ebola. Em ação conjunta entre a OMS e o governo da República de Guiné, o medicamento foi testado em mais de 11 mil pessoas, sendo que nenhuma delas constatou nova contaminação.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Tratamento do Ebola” (Fonte):

http://www.sciencemag.org/news/2015/02/positive-results-ebola-drug-upsets-plans-trials

Imagem 2 Equipamento de segurança contra contaminação do Ebola” (Fonte):

https://www.flickr.com/photos/dfid/22410935077

Vinícius Sousa dos Santos - Colaborador Voluntário

Especialista em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB). Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Brasília (UCB), com experiência acadêmica internacional no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. É coordenador do Café com Política e colunista político do Congresso em Foco. Foi estagiário-visitante da Câmara dos Deputados e trainee do Setor Político, Econômico e de Informação da Delegação da União Europeia no Brasil. Atuou também como pesquisador colaborador voluntário do Observatório Brasil e o Sul (OBS). É voluntário Departamento da Juventude da Cruz Vermelha Brasileira Brasília (CVBB).

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