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Mais uma vez as negociações entre o MERCOSUL e a “União Européia” são estremecidas

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As negociações para a criação de uma “Área de Livre Comércio” entre a “União Européia” e o MERCOSUL sofreram mais um duro golpe em sua história recente. Com sua criação, em meados de 1991, o Bloco do “Cone Sul” manteve a “União Européia” como maior parceiro comercial, evidenciando assim a necessidade de uma relação mais próxima entre as duas regiões. No final de 1999, criou-se, em resposta, o “Comitê Bi-regional de Negociações”.

 

Após cerca de cinco anos, as negociações sofrem um grande abalo. De um lado, os europeus não estavam dispostos à abertura de seu setor agrícola; do outro, os países do MERCOSUL defendiam medidas protecionistas à indústria local. Como conseqüência, em 2004, as negociações foram suspensas.

A “Comissão Européia”, tendo o português José Manuel Durão Barroso na presidência, eleva em 2007 o Brasil à condição de “parceiro estratégico”. Por trás desta ação estava o entendimento europeu de que o Brasil exercia um papel de liderança regional, sendo assim, a influência brasileira seria positiva para o avanço das negociações bi-regionais. Porém tal liderança era negada pelo Governo brasileiro e criticada pelos outros países do MERCOSUL. Independente destas divergências, em maio de 2010 retomam-se as negociações em âmbito bi-regional.

A grande crítica realizada pelos europeus consistia na impossibilidade de se pensar em um “livre comércio” entre os dois Blocos se tal ação não existia ainda dentro do Bloco sul-americano. A questão é que as políticas protecionistas entre os países do MERCOSUL prejudicavam o andamento das negociações.

Com a recente nacionalização da petrolífera espanhola YPF pela Argentina, as negociações, mais uma vez, foram abaladas e no último dia 23 (segunda-feira) o Governo espanhol solicitou a suspensão das negociações entre os Blocos.

Em afirmação realizada pelo chanceler Manuel García-Margallo, os países do Bloco europeu devem manter seu compromisso com o “livre comércio” e combater ações protecionistas oriundas de países latino-americanos*. A crítica não é somente à Argentina, mas também ao Brasil e as suas recentes medidas de proteção à indústria nacional.

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Fontes:

* Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,crise-ameaca-negociacoes-entre-ue-e-mercosul–,864583,0.htm

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Thiago Babo - Colaborador Voluntário

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.

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