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Merkel é reeleita na Alemanha

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A “Câmara Baixa do Parlamento Alemão”*, o Bundestag, elegeu nesta última terça-feira (17 de dezembro) Angela Merkel para um terceiro mandato como Primeira-Ministra do país, após uma votação tranquila, com 462 votos a favor, 150 contrários e 9 abstenções.

A consolidação de Merkel no cargo ocorre quase três meses após o anúncio oficial dos resultados das eleições nacionais, no dia 22 de setembro, marcadas pela supremacia do partido de Merkel – o “Partido da União Democrata-Cristã” (CDU), e seu partido “irmão” na Bavária, a “União Social Cristã” (CSU) – e o fracasso do “Partido Liberal” (FDP), coligado ao CDU/CSU[1].

Durante este período, Merkel manteve longas negociações com o Partido Social Democrata” (SPD), segunda força no Bundestag, com o objetivo de formar uma grande coalizão”. Após uma votação interna, com 75,96% dos membros favoráveis, no último sábado (14 de dezembro), o SPD anunciou que aceitava participar do Governo da Primeira-Ministra[2].

No domingo, CDU/CSU e SPD anunciaram os nomes dos 16 ministros que irão compor o Governo. Wolfgang Schaeuble, cujas políticas financeiras não agradou grande parte dos países europeus afetados pela crise, continuará como Ministro das Finanças”. Já o Ministério das Relações Exteriores ficará a cargo de Frank-Walter Steinmeier, político pró-Rússia que já ocupara o cargo no primeiro mandato de Merkel, entre 2005 e 2009. Ursula von der Leyen, Ex-Ministra do Trabalho, será a responsável pelo Ministério da Defesa”, tornando-se, assim, a primeira mulher a comandar a pasta. Merkel ainda anunciou a criação de um posto, dentro do Governo, responsável por lidar com questões relativas a serviços de inteligência, em uma resposta aos recentes escândalos envolvendo a Agência norte-americana (a NSA). A lista de ministros ainda deverá passar pela aprovação do Bundestag.

A coalizão chefiada por Merkel tem a sua disposição 504 assentos no Bundestag, de um total de 631. Uma maioria significativa de praticamente 80%. Para muitos, a atual disposição do Legislativo alemão poderá causar um enfraquecimento crescente da oposição, chefiada pelo ex-comunista Gregor Gysi, da antigaAlemanha Oriental”, cujo partido, “Die Linke”, juntamente com os Verdes, tentaram agir como contraparte das políticas da grande coalizão.

O jornal impresso de maior circulação na Alemanha, o Bildt, estampou em sua capa da edição de ontem: “Querida grande coalizão, nós seremos agora a sua oposição extra-parlamentar!”[3]. O editor do jornal, Kai Diekmann, afirmou que a oposição do país será, agora, fraca, pequena e muito de esquerda (devido à posição política dos dois partidos opositores).

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* O Reichstag.

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Imagem (Fonte):

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/fd/Angela_Merkel_(2008).jpg

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Fontes:

[1] Ver:

http://www.jornal.ceiri.com.br/problemas-para-merkel/

[2] Ver:

http://euobserver.com/political/122474

[3] Ver:

http://www.theguardian.com/world/2013/dec/17/angela-merkel-sworn-in-third-term-geman-chancellor

Thiago Babo - Colaborador Voluntário

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.

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