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México pode estar próximo de legalizar a maconha

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De acordo com o Jornal Reuters, é provável que o México permita que alguns Estados comecem a legalizar a maconha, dada a dificuldade do país em combater a violência e as quadrilhas envolvidas no processo de distribuição da droga.

O Ministro do Turismo mexicano, Enrique de la Madrid, é um dos maiores entusiastas desta legalização. Para ele, a falta de lei nas cidades de Cancun e Los Cabos, por exemplo, que recebem muitos turistas, somada à política permissiva dos EUA em Estados como a Califórnia (localizada na fronteira e um dos maiores mercados de maconha do mundo) faz com que a proibição em alguns Estados mexicanos não tenha sentido.

Enrique Octavio de la Madrid Cordero em 2017

Eu acho que no México devemos avançar para regulamentá-la em nível estadual”, disse ele em uma entrevista na noite de quarta-feira (dia 11 de abril). Madrid acha “ilógico” desviar fundos do combate aos sequestros, estupros e assassinatos para prender pessoas usando maconha. Segundo ele, manter o seu uso como ilegal é dar dinheiro aos narcotraficantes que com esses recursos corrompem a polícia e financiam mais violência.

Para o Presidente Enrique Peña Nieto, o México e os Estados Unidos não devem seguir políticas divergentes sobre o tema. Em 2016 ele apoiou um projeto de lei para permitir que os mexicanos carregassem uma onça da droga (28 gramas), mas a medida ficou paralisada no Congresso.

As guerras entre gangues para controle do fornecimento e distribuição de drogas, incluindo heroína, cocaína, metanfetamina e maconha, ajudaram a empurrar os assassinatos no México para um recorde de quase 29 mil em 2017, segundo dados do Governo.

A política de drogas é uma das principais questões nas eleições presidenciais de 1º de julho e o principal candidato, o esquerdista Andres Manuel López Obrador, chegou a sugerir a ideia de explorar uma anistia para as gangues criminosas, visando conter a violência.

O aumento do crime no ano passado (2017) abalou Baja California Sur e Quintana Roo, os Estados que abrigam Los Cabos e Cancun, respectivamente. Em janeiro deste ano (2018), o governo acabou adotando novos planos com as autoridades locais em ambos os Estados para reforçar a segurança. Nos dois primeiros meses de 2018, os assassinatos voltaram a subir em todo o país, em comparação com o mesmo período de 2017. Eles caíram em Baja California Sur, mas cresceram em Quintana Roo.

Apesar da violência, o México atraiu no ano passado (2017) um recorde de 39 milhões de visitantes internacionais. Enrique de la Madrid viu os números aumentarem novamente no ano atual, prevendo que poderão atingir os 42 milhões.

De acordo com ele, os principais resorts estavam expostos a níveis mais baixos de risco do que o país em geral e os turistas entendiam isso. Por este fato, já tinha chegado a defender a legalização da maconha nos resorts.

Efeitos da maconha no corpo humano

Contudo, pressionado após alguns incidentes, como uma explosão que feriu 25 pessoas em uma balsa em Playa del Carmen, em março, Madrid ressaltou que nenhum lugar estava totalmente livre de riscos, apontando para eventos mais mortais nos Estados Unidos, como o tiroteio em outubro em Las Vegas e o ataque terrorista em Nova York. “Aprendi que padrões diferentes são aplicados ao México. E nós temos que aprender a viver com isso. Temos que ser cada vez mais rigorosos em segurança e transparência”.

Seu impulso aumentou os crescentes pedidos de mudança. Na quarta-feira (dia 11 de abril), o ex-presidente Vicente Fox disse que o México deveria considerar a legalização das papoulas de ópio. É interessante também destacar que, em 2015, a Suprema Corte mexicana proferiu uma histórica decisão em favor do uso recreativo de maconha.

Apesar de enfatizar que ele não estava defendendo o uso de drogas, Enrique de la Madrid disse que a decisão judicial, que por enquanto é limitada aos litigantes em questão, mostrou que era hora de agir. “Eu sou contra uma política ruim que leva a mais violência no México”, disse ele.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Uma planta de maconha (Cannabis) fêmea e madura” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cannabis_(psicotr%C3%B3pico)

Imagem 2Enrique Octavio de la Madrid Cordero em 2017” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Enrique_de_la_Madrid_Cordero

Imagem 3Efeitos da maconha no corpo humano” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Cannabis_(drug)

Tainan Henrique Siqueira - Colaborador Voluntário

Mestrando em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Santos. Experiência acadêmica internacional na Cidade do México e atuação profissional no Consulado do Panamá e no Turismo Nuevo Mundo. Concluiu trabalho de extensão sobre Direitos Humanos e Refugiados, iniciação científica na área do Direito Internacional e da Política Externa Brasileira, sendo esta segunda iniciação premiada em terceiro lugar entre as áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas da UniSantos em 2015. Atuou como Monitor na disciplina de Teoria das Relações Internacionais­I, durante o último semestre de 2015. Atualmente é monitor e pesquisador do Laboratório de Relações Internacionais da UniSantos em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (LARI­IPECI), onde auxilia no desenvolvimento de projetos semestrais pautados por três frentes de pesquisa: 1) Direitos Humanos, Imigração e Refugiados; 2) Política Internacional e Integração Regional; e 3) Relações Internacionais, Cidades e Bens Culturais. Tem objetivo de seguir carreira acadêmica.

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