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México pressiona EUA e Canadá para finalizar a renegociação do NAFTA

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De acordo com o Jornal Reuters, na ultima quinta-feira (dia 16 de março), o Ministro da Economia do México, Ildefonso Guajardo, instou as autoridades a pressionarem por uma renegociação rápida do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA).

Segundo Guajardo, se nenhum acordo para retrabalhar o NAFTA for concretizado até 30 de abril, a nova complexidade política da região poderá pôr em dúvida a reformulação do acordo pelos próprios legisladores. Isso porque a sessão ordinária do Congresso no México termina em 30 de abril, e o país elegerá um novo Presidente em julho, que assumirá o cargo no início de dezembro.

Fabricação de Aço

Além disso, os EUA realizarão eleições parlamentares de médio prazo em novembro, e o Presidente estadunidense, Donald Trump, pretende aumentar as taxas de importação do aço e do alumínio em curto prazo.

Em um recente tweet publicado no dia 5 de março, Trump declarou que os EUA possuem grandes déficits comerciais com o México e Canadá, e que o NAFTA, tem sido um mau acordo. Portanto, as tarifas sobre aço e alumínio só serão excluídas se for assinado um Tratado novo e justo, segundo a sua perspectiva.

A inclusão do NAFTA nas tarifas seria particularmente impactante para as economias estatais mais dependentes. Canadá e México fornecem juntos 32% das importações de alumínio e aço dos EUA. Michigan, por exemplo, conta com o NAFTA em mais de 70% de seus produtos de aço e alumínio. Essas importações alimentam os clusters automotivos e metalúrgicos do Estado que, em conjunto, empregam 230 mil trabalhadores.

Balança comercial dos EUA em relação ao México entre 1992 e 2015

Mas, mesmo que o Canadá e o México fossem poupados, as tarifas ainda se aplicariam a outros parceiros estratégicos individuais. Illinois é o segundo maior importador de produtos siderúrgicos do país, importa 41% do aço do Brasil e 29% do seu alumínio vem da China, cada vez mais utilizado como substituto do aço na indústria automobilística dos EUA.

Para Guajardo, o México e o Canadá devem estar prontos para seguirem sozinhos caso os Estados Unidos saiam do NAFTA, dado o clima de grande incerteza. O Governo mexicano está ansioso para negociar um acordo antes de uma mudança de Presidência, e Guajardo também disse que sua equipe estará pronta para continuar negociando até o final de novembro.

A intenção do governo mexicano é se esforçar para que os norte-americanos continuem no NAFTA, já que a grande maioria dos mexicanos se manteve a favor do livre comércio. Porém, Donald Trump sempre esteve sob uma crescente pressão dos defensores políticos dos Estados agrícolas para renovar o acordo comercial.

No entanto, os comentários de Trump parecem contradizer as declarações feitas por seu recém-empossado diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow. Para ele, o NAFTA necessita ser reformulado de alguma forma, mas não poderia ser abandonado, tal como o Presidente declara.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Representantes do Canadá, México e EUA renegociam o NAFTA” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/North_American_Free_Trade_Agreement

Imagem 2Fabricação de Aço” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Steel

Imagem 3Balança comercial dos EUA em relação ao México entre 1992 e 2015” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/NAFTA%27s_effect_on_United_States_employment

Tainan Henrique Siqueira - Colaborador Voluntário

Mestrando em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Santos. Experiência acadêmica internacional na Cidade do México e atuação profissional no Consulado do Panamá e no Turismo Nuevo Mundo. Concluiu trabalho de extensão sobre Direitos Humanos e Refugiados, iniciação científica na área do Direito Internacional e da Política Externa Brasileira, sendo esta segunda iniciação premiada em terceiro lugar entre as áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas da UniSantos em 2015. Atuou como Monitor na disciplina de Teoria das Relações Internacionais­I, durante o último semestre de 2015. Atualmente é monitor e pesquisador do Laboratório de Relações Internacionais da UniSantos em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (LARI­IPECI), onde auxilia no desenvolvimento de projetos semestrais pautados por três frentes de pesquisa: 1) Direitos Humanos, Imigração e Refugiados; 2) Política Internacional e Integração Regional; e 3) Relações Internacionais, Cidades e Bens Culturais. Tem objetivo de seguir carreira acadêmica.

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